COMENTÁRIO PRÉVIO

 

André F. Falleiro Garcia

 

     Desde o Concílio Vaticano II (1962-1965) as manifestações da virtude da fortaleza ou virilidade praticamente se tornaram mercadoria rara. A época dos grandes polemistas — houve grandes e contínuas polêmicas ao longo de dois milênios — pareceria ter chegado ao fim. O que — por assim dizer — entrou em linha de produção industrial: os protagonistas do diálogo e do consenso.

     Esse espírito passou, como uma metástase, da Igreja para a sociedade temporal. E hoje, o que não é feito com manifesta intenção de diálogo e busca de consenso, passa a ser objeto da incompreensão e da má-vontade preconceituosa.

     Instaura-se assim o clima do relativismo. As soluções não estão mais adstritas à verdade e aos valores. Tornam-se o resultado de uma negociação. Nesta, é inevitável, há o jogo do poder, do egoísmo, da venalidade. Nesse contexto, homens com interesses se tornam legião. E homens com princípios que não se negociam, estes são escassos.

     O Site da Sacralidade publica, a seguir, um sermão do Pe. Basilio Méramo, sacerdote colombiano, então membro da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), e Prior de Orizaba, Vera Cruz, no México. Sabemos que há pouco foi desligado dessa Fraternidade. Não é nosso objetivo, neste momento, comentar a situação interna da FSSPX ou suas relações com o Vaticano. Nem mesmo interessa analisar ou questionar as razões teológicas e doutrinárias expostas pelo Pe. Méramo. Os leitores poderão conhecer esse sermão, abaixo traduzido para o português, e julgar por si próprios.

     O que vem ao caso é a apologia que o Pe. Méramo faz da fortaleza. A maneira como diz as coisas denota coragem. É o que queremos ressaltar. É muito raro ouvir esse timbre de voz nos púlpitos. Quando há pessoas com essa têmpera nos lares, nas escolas, nos quartéis, nos parlamentos, nos seminários, o resultado é a grandeza da Pátria e da Igreja, e a formação da Civilização Cristã. Se uma instituição espiritual ou temporal perde um integrante com esse vigor, todo o seu conjunto se ressente, ainda que muitos não percebam.

 

 

SERMÃO PARA O QUARTO DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA

(01 FEVEREIRO 2009)

 

 

Padre Basilio Méramo  *

 

A tempestade no Mar da Galiléia

     Neste 4º Domingo depois da Epifania, o Evangelho de hoje nos relata o milagre que fez Nosso Senhor com os discípulos, na barca que estava a ponto de naufragar. E a resposta de Nosso Senhor, quando o despertam — porque dormia no meio dessa hecatombe, como um menino, sem importar-se nem com o perigo nem com o afundamento dos discípulos que estavam bastante assustados. Quem não haveria de se assustar sob uma tempestade no mar!

     Os discípulos recorrem a Nosso Senhor, o despertam, e vejam a resposta que Ele lhes dá: “Homens de pouca fé!” Nosso Senhor é tremendo, não é homem de meias palavras. Ele não é um político nem um diplomata. Pois bem, Nosso Senhor é formidável, e aqui o vemos uma vez mais.

     Nosso Senhor, sublime exemplo da virtude da fortaleza

     Ele é tremendo, duas vezes a chicotadas expulsa os vendilhões, os mercadores — que vendem a Igreja ou a Pátria — do Templo. O manso, pacífico e doce Jesus! É porque ser pacífico, manso e doce, não é ser tonto nem bobo, nem muito menos covarde. A sociedade moderna liberal faz os homens serem politicamente corretos, mas inúteis, covardes para defender a verdade, sobretudo a verdade religiosa.

     E por isso Nosso Senhor lhes responde dessa maneira: homens de pouca fé! Apesar de todo o assombro e o pasmo que pode provocar uma resposta dessas. Porque parece lógico e normal que os discípulos se assustem com a tempestade e o despertem. E Ele lhes responde assim, com uma resposta inopinada. Diria um político de hoje: que barbaridade! Como é que pode lhes responder dessa maneira!

     Pois vejam como é realmente Nosso Senhor. Não é como o pintam por aí, com bochechas rosadas, afeminado, como uma freirinha. Não mesmo! Era um homem, viril. E a religião é uma coisa viril. Daí vem a virtude. Não há virtude sem a fortaleza, tanto para o homem como para a mulher. E toda a ordem sobrenatural, da graça, da vida espiritual, é forte.

     Os que pensam que a virtude é ser como um papagaio, ou uma periquita, com trejeitos e tolices, se enganam. Isso é pantomima de frades, ou fradice, ou o que queiram. Isso não é a virtude sobrenatural do católico, é a paródia afeminada da fortaleza, da virtude sobrenatural.

     Então, caríssimos irmãos, cuidado! Para não confundir os critérios, para não confundir as coisas! E é por isso que há tanto padre afeminado por aí. Padres, bispos, e sei lá mais o quê. E pensam que essa paródia é virtude. Não quero dizer a palavra, porque se escandalizariam, mas o nome disso é outra coisa.

     Pois bem, isto comprova, mais uma vez, que um homem manso e doce pode ser viril e dizer “homens de pouca fé!”. Nosso Senhor disse essas palavras com indignação. Na linguagem comum e corrente, pode-se dizer que Nosso Senhor falou com raiva.

     Note-se que praticamente é, por assim dizer, o único defeito que se poderia atribuir a Deus: a ira divina, a indignação. Não se lhe pode atribuir covardia, moleza, orgulho, preguiça. Mas, iracúndia, sim. É incrível! Porque há uma santa ira, mas não há santa soberba, nem santa preguiça. Há ira santa, indignação justa. A ira, por si mesma, também pode ser má, e então se torna pecado, quando procede do puro capricho. Mas há a santa indignação, por ver a verdade violada, por ver a fé desprezada. Por ver o bem comum menosprezado. Por ver calcado aos pés o direito, a justiça, a lei, a Pátria — o que queiram, de bom —, a família, a amizade, o que for. Isto produz a indignação em homens e mulheres com boa formação.

     Então, não se trata de estar sempre aparentando outras coisas. De tanto aparentar, Deus permite que tudo se torne uma pura aparência, superficial, por todos os lados e por dentro. Até mesmo a Igreja. E por causa do quê? Por causa dos homens de pouca fé.

     Como é possível que os Apóstolos tivessem medo, se estavam com Nosso Senhor na barca? A barca simboliza a Igreja no mar tempestuoso e perigoso, nas águas tenebrosas deste mundo que está sob o império de Satanás, príncipe deste mundo. Por isso a representação da Igreja como uma barca que flutua em meio às ondas, em meio à tempestade deste mundo agitado por Satanás e seus sequazes. Por isso Nosso Senhor lhes diz: homens de pouca fé! É claro! Como podem ter medo, se estão com Cristo, se a barca é de Cristo, se a Igreja é de Cristo? Ainda que durma como homem, porque como Deus está acordado, dia e noite, eternamente. Por isso Nosso Senhor os reprova, e lhes diz joga isto no rosto.

     A tempestade na Igreja

     E esta reprovação vale também para nós, meus estimados irmãos. O que tenha a sabedoria e o conhecimento de que a barca, a Igreja, é de Cristo, este, por mais que perceba que está a ponto de naufragar, não deve ter medo, nem muito menos deve pactuar com o inimigo.

     Aqui está o problema, homens de pouca fé! Nosso Senhor quer homens que não sejam covardes, porque a covardia vem da falta de virilidade, tanto na ordem natural como sobrenatural. E a falta de fé, ó homens de pouca fé, é típica de um covarde. Porque o próprio da virtude é crescer na dificuldade, e não se apequenar, não se amedrontar, ou recuar. Assim como faz o soldado bravo, vai à guerra para vencer ou morrer, mas não para retroceder, porque seria traição.

     E assim se passa também dentro da Igreja. Há muito poucos homens, verdadeiramente homens, na Igreja! Faltaram no Concílio Vaticano II. Se tivesse havido um só cardeal que tivesse se levantado e em seguida impugnado as heresias e erros do Vaticano II, declarando-o publicamente, teria feito tremer a todo o mundo. Mas faltou, e aí está o problema.

     Muita gente pode ver e saber, mas quem ousa opor-se ao poder? Aí está a dificuldade, a falta de virilidade ou fortaleza, a falta de fé. E assim as coisas vão acontecendo, meus caríssimos irmãos, na Igreja. E, desgraçadamente, acontecem assim entre os tradicionalistas. Infelizmente, acontecem também assim na Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX).

     Porque a carta que escrevi [1], que me pode custar a própria pele, não a fiz por soberba ou orgulho. Pedi a Santíssima Virgem Maria e a Deus, que antes de dar esse passo, me impedissem, se eu estivesse agindo por orgulho, ou por estupidez ou por qualquer bobeira, porque ninguém está disso isento, nem tampouco eu. Mas, se não me fizeram ver que deveria recuar, então eu me lanço à frente, e como todo bravo, não paro, e não cessarei de avançar até a morte.

     E notem, caríssimos, que ainda hoje, com essa carta já publicada e enviada à Casa Generalícia... Repito: se estou equivocado, se estou errado, peço a Deus e à Santíssima Virgem, diante de todos, que me façam ver. Porque então me coloco de joelhos, retrato-me, e beijo as mãos e os pés de Bento XVI, de D. Fellay, e de todos aqueles a quem eu tenha — por alguma circunstância de ordem teológica ou doutrinal de minha parte — menosprezado de algum modo.

     Mas, vendo certas coisas, não posso aceitar que se diga que elas se dão por uma benção da Santíssima Virgem Maria — porque seria o cúmulo da traição. Se D. Fellay ousa dizer isso — eu o advirto diante de Deus — ele será castigado pela Santíssima Virgem por usar seu Santo Nome em semelhante mentirada. E se estou equivocado, que me castigue a mim.

     Mais claro que isso, não se pode ser. Pão, pão, queijo, queijo. E aqui não estamos fazendo jogo. Está sendo vendida a Igreja. Estão vendendo a Fraternidade. Estão me vendendo a mim, como também a vocês. Mas eu não me deixo comprar nem vender.

     E minhas palavras não são políticas, são religiosas. Os políticos descarados, que vão fazer política ali, na prefeitura de Orizaba, ou na Cidade do México, ou onde possam. Porque eu não me importo nem um pouco com a política, nem um pingo, porque já não há política. O que há, é politicagem, porque a política é o governo da cidade, da pólis. Governa-se para o bem comum, para a virtude e a justiça, baseado na verdade. E digam-me vocês que políticos observam estes critérios. Em relação a mim, então, não me falem de política, porque me dá nojo. Por isso causa-me indignação que me apelidem abusivamente de politiqueiro, comparando-me com a política de hoje, que não é a política da verdade.

      O problema da Roma antiga e da atual: o panteão ecumênico

Com as mãos à maneira muçulmana, Bento XVI reza na Mesquita Azul, Turquia

     E faz falta meus estimados irmãos. Creio que na Igreja e na Fraternidade faz falta que alguém diga as coisas como são. Vou falar com franqueza, doa a quem doer. Como disse ao Pe. Trejo: não se meta, padre, porque se se intromete, de frente, também vou corrigi-lo. O problema é com o Superior Geral, que está vendendo a Fraternidade, faz aliança com o Vaticano, o qual não deu um passo atrás. Para onde vai Bento XVI? Vai à sinagoga, vai à ONU, e agora também quer vir até a Fraternidade, uma concubina a mais, no panteão das falsas religiões.

     Isto não pode ser assim, porque esta é a tática da antiga Roma. Saibam meus estimados irmãos: a tática do Império Romano foi dominar o mundo através das alianças religiosas. Por isso tinha um panteão com os principais deuses de todos os povos importantes subjugados por ela.

     Porque havia a aliança na religião, então não se podia combater o inimigo tendo os mesmos deuses que ele. Os inimigos eram os que tinham deuses diferentes; tendo os mesmos deuses não havia problema. Roma tinha os deuses gregos; então, venham cá os gregos! Roma tinha os deuses de uns e de outros, então: venham cá uns e outros! E assim ela governava.

     Essa tática foi continuou naquilo que São Pedro, o primeiro Papa da Igreja, chamou de Babilônia. Ele não estava mais no Oriente Médio. Estava em Roma. E a chamou de Babilônia, porque era uma Babilônia de religiões, que não economizava em dizer que tinha em seu seio um altar para cada deus. Todas as religiões conhecidas tinham ali seu representante.

     Se não me falha a memória, foi do Breviário que tirei essa informação. São Pedro não somente diz isso, mas acrescenta que Roma voltará, no final, a esse mesmo paganismo, a regozijar-se de ter todas as religiões, retornando à sua antiga prostituição religiosa.

     É isso o que hoje estamos vendo. Por isto necessitam ter também  os tradicionalistas ali, para que ali gozem de seus direitos, como os muçulmanos e os adventistas, e patati-patatá. Mas não são os direitos da Tradição. Não é o direito único e exclusivo da Igreja, que é a Tradição. É uma linguagem liberal, e com essa linguagem liberal Roma reconhece esses direitos, e aceita a democracia moderna liberal, os direitos individuais conforme a dignidade da pessoa humana e a consciência do homem. Por isso Bento XVI vai à ONU. Que pensam que vai fazer lá? Um católico não tem o que fazer lá.     

     A apostasia de Roma descrita no Apocalipse           

     Assim andam as coisas. Assim andam os reis deste mundo, os presidentes deste mundo. E assim anda a religião, cavalgando sobre a Besta. É a mulher vestida de escarlate, a grande rameira, como diz o texto do Apocalipse[2]. Que ninguém se escandalize, a Bíblia tem uma linguagem muito concreta. Nossos ouvidos efeminados às vezes se escandalizam quando são usados para ouvir a verdade. Mas não nos escandalizamos ao ver toda a pornografia, dia e noite, pela internet, pela televisão, cinema, espetáculos, modas. Mas, se o padre Basílio, ou outro qualquer, diz “a grande rameira”, isso é um escândalo para os fariseus. E assim anda a mulher escarlate, vestida de púrpura, como se vestem os prelados, os cardeais da Igreja: de vermelho, o vermelho real, que indica a realeza, a nobreza. Anda montada sobre a besta, fornicando com os reis deste mundo.

     Assim anda a religião. E nesse contubérnio adúltero, apóstata, querem introduzir a Fraternidade, fundada por Mons. Lefebvre. Pois, como membro da Fraternidade — que é a minha família espiritual para todo o sempre, me expulsem ou não me expulsem — eu me oponho, pública e oficialmente, até a minha morte, a este contubérnio. E no dia que deixar de me opor, será porque estarei morto. E oxalá isto aconteça por continuar a dizer o que digo, porque então eu seria um santo a mais. E vontade não me falta, porque assim me livro do Purgatório e vou direto para o céu! Bendito seja Deus!

     Mas não vou me amedrontar, nem vão me amedrontar. Assim como eles — sequazes de Satanás — dizem que é irreversível o processo ecumênico do Vaticano II, eu, em nome da Igreja de Cristo, a única verdadeira, perseguida, lhes digo que não vou abandonar o campo. Poderão triunfar, mas será um triunfo efêmero, porque o verdadeiro triunfo pertence a Nosso Senhor. E quando Ele retorne em sua segunda vinda, com o resplendor e a majestade de sua presença, com um sopro de sua boca, fará desaparecer o Anticristo — o falso profeta e o comum e corrente, o Anticristo religioso e o Anticristo político — e Satanás.

     A crise atual não tem mais remédio humano. O mundo se purificará com um tremendo castigo espiritual e material

     Esta é a situação. Que resta fazer? Rezar sem cessar, e colocar tudo o mais nas mãos de Deus. Ele saberá o que fazer. Porque a verdadeira esperança não está nos acordos de Mons. Fellay e de Bento XVI, nem nos acordos com ninguém que seja deste mundo. A esperança está em Nosso Senhor, e somente Nele, que virá em glória e majestade. Há dois grupos de católicos, uns que esperam Nosso Senhor, e outros que não esperam. E esta é uma luta apocalíptica.

Nossa Senhora de La Salette: "Roma perderá a fé e se tornará a sede do Anticristo"

     No fundo, há uma falsa esperança de querer remediar uma crise que não tem remédio, porque é irreversível. Chegou a um grau tal de corrupção, que já não dá para mais nada. E ninguém remenda roupa velha com tecido novo, disse Nosso Senhor. Isto não se remenda. Isto se purifica. E se purificará assim: com um tremendo castigo espiritual, e também com um castigo material como efeito secundário, para que o imbecilizado mundo ateu e ímpio se dê conta, e pelo menos clame a Deus antes de morrer, e se arrependa, e assim salve sua alma.

     Peçamos à Santíssima Virgem Maria que nos ajude, que nos abençoe, e não utilizemos seu Santo Nome para mascarar a mais vil e cruel das traições. Meus estimados irmãos, é preciso pedi-lo de coração.

     Não é um problema pessoal, porque eu pessoalmente poderia estar na Colômbia e ser bispo. Não necessitava ir para a Fraternidade. Se chego a ter problemas — e os tenho e já os tive — são problemas de ordem teológica, doutrinária, e de fé. Para manter minha subsistência, isto poderia fazê-lo no Haway ou no Haiti, ou outro lugar que queira.

     O problema é Roma, que há quarenta anos não confirma os fiéis na fé, e assim se se converte na sede do Anticristo, como disse Nossa Senhora em La Salette. E as trevas se fazem dentro da Igreja, há confusão. Pior ainda, confunde-se o mal com o bem. E isto é típico do Anticristo, que inverte, faz crer que as trevas são luz, que a mentira é a verdade. Isto é o que hoje vemos, porque impera tudo, menos a verdade. Dizia São Pio X que quando a Igreja já não for capaz de continuar mantendo o império da verdade, então Nosso Senhor está pronto para vir. E nesta situação estamos. Quer se acredite ou não se acredite, quer se veja ou não se veja. Isto é assim.

     Peçamos à Santíssima Virgem Maria que nos ajude, porque, de todos os modos, sabemos que aconteça o que acontecer, a Igreja é indestrutível, ainda que seja reduzida a um pequeno rebanho disperso pelo mundo. Sabemos que o triunfo do Imaculado Coração de Maria acontecerá, e será em uníssono com o triunfo de Cristo Rei vindo em glória e majestade.


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     NOTAS DO TRADUTOR:

 

    [1] O Pe. Basilio Méramo refere-se a uma carta que enviou ao bispo D. Fellay. A carta, datada de 26/01/2009, pode ser lida em espanhol:

    [2] Apocalipse, cap. 17.

 

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     * Cartas e outras obras do Pe. Méramo podem ser encontradas no site: www.meramo.net

 

     Tradução: André F. Falleiro Garcia


 

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