PARTIDO MARXISTA CRITICA A ENTREGA DO PRÊMIO VON GALEN A DOM JOSÉ CARDOSO SOBRINHO

 

André F. Falleiro Garcia

    

Compreende-se que um partido marxista, o Partido da Causa Operária, propugne o genocídio dos nascituros e critique D. José Cardoso Sobrinho. Está na má índole e no programa satânico dele.

Sem embargo, o gesto de D. José entra para a História da Igreja no Brasil como episódio glorioso da Fé e do Heroísmo católico.

Mas que também a CNBB tenha criticado e patrulhado o arcebispo, isto fica como lição para os séculos futuros, para ilustrar o desserviço prestado por esse organismo eclesiástico à causa católica.

 

Que ninguém se iluda: comunista é comunista sempre

     A corrente trotskista Causa Operária foi uma das facções do Partido dos Trabalhadores (PT). O rompimento se deu no início da década de 90, por não concordar com a aliança tática, de cunho eleitoreiro, estabelecida entre o PT e os partidos e políticos burgueses.

     Os estatutos do Partido da Causa Operária (PCO) estabelecem a sua orientação ideológica marxista: "Art. 3 -  As bases programáticas do PCO - sobre as quais se estrutura o programa e a organização partidária - são o Manifesto Comunista escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848, o conjunto das resoluções dos quatro primeiros congressos da III Internacional e o Programa de Transição da IV Internacional, escrito por León Trotski." [1]

     O PCO criticou a entrega do Prêmio Von Galen a D. José Cardoso Sobrinho. A calúnia contra D. José aparece já no título do artigo que faz essa crítica: "Homenagem por perseguir direito das mulheres e defender estupro". Não, D. José não defendeu o crime de estupro nem o seu autor. A realidade é outra: o título indica ao leitor que foi redigido por quem é mestre na arte da mentira.

     "O prêmio é antes de tudo um ataque brutal ao direito democrático das mulheres." Após fazer essa acusação infundada, o PCO lançou feroz ataque à Igreja Católica, acusando-a de manipular o aparelho jurídico e policial. É uma velha tática dos comunistas, acusam o adversário de fazer aquilo que são eles mesmos que fazem. O aparelhamento do Estado e o advento do Estado policial não dizem respeito à Igreja Católica. Constituem o modus operandi da esquerda gramsciana que chegou ao poder.

     Com efeito, o PCO declarou que "O que está por trás de todas as ações da Igreja Católica, e de todas as investidas da burguesia contra esse direito democrático das mulheres, é uma tentativa de impor a toda a sociedade pela força da repressão do Estado, ou seja, pelo aparelho jurídico e policial, seus dogmas religiosos e suas crenças obscurantistas e retrógradas, desconsiderando totalmente as vidas das centenas de milhares de mulheres pobres que morrem anualmente em conseqüência de abortos realizados em condições insalubres." [2]

     Compreende-se que um partido marxista, como o Partido da Causa Operária, propugne o genocídio dos nascituros e critique D. José Cardoso Sobrinho. Está na má índole e no programa satânico dele. Sem embargo, o gesto de D. José entra para a História da Igreja no Brasil como episódio glorioso da Fé e do Heroísmo católico. Mas que também a CNBB tenha criticado e patrulhado o arcebispo, isto fica como lição para os séculos futuros, para ilustrar o desserviço prestado por esse organismo eclesiástico à causa católica.

     Além de membros da direção da CNBB, outros prelados católicos fizeram críticas a D. José. Pode-se com proveito ler a análise que Marian T. Horvat, Ph.D. escreveu a esse respeito, aqui publicada.[3] 

     Agora, os que defendem a realização do "aborto legal" – seja na forma do "aborto sentimental" no caso de estupro da mãe, ou na forma do "aborto terapêutico" para supostamente salvar a vida da mãe – contam com a parceria do Partido da Causa Operária que, ousado, reivindica a completa descriminalização do aborto. Comunistas trotskistas brasileiros defendem a matança dos inocentes nascituros. Para eles não foi suficiente a cifra de 100 milhões de vítimas do comunismo em todo o mundo, desde a sua violenta implantação na Rússia em 1917. Mais sangue precisa ser derramado. Eles mesmos o dizem abertamente: "A campanha pela regulamentação do chamado 'aborto legal' e atendimento na rede pública e, também, por sua completa descriminalização, deve ser ampliada e chamada em conjunto com movimento operário e popular."

     Aliás, a posição do Partido da Causa Operária, manifestada nas citações já apresentadas, retiradas do artigo "Homenagem por perseguir direito das mulheres e defender estupro", reproduzido a seguir, não se distingue da que assumiu publicamente a chefe da Casa Civil, a ministra Dilma Roussef, futura candidata para as eleições presidenciais de 2010. Sabe-se, desde já, que será a candidatura apoiada por Lula. Dilma também se mostrou favorável à legalização do aborto: ‘‘O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias’’, afirmou.[4]

    Será preciso fazer o rol das lideranças esquerdistas que querem a discriminalização do aborto no Brasil? Se tal nominata sangrenta for feita, deverá ser encabeçada pelo presidente Lula. E em seguida, a ministra Dilma e outras notabilidades. Redigida ou não, todos os que têm Fé devem levá-la em conta no momento de escolher os supremos dirigentes da nação e os parlamentares, por questão de coerência.

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     NOTAS:

    [1] Ver os estatutos no site do PCO: http://www.pco.org.br/pco/

        

    [2] Artigo "Homenagem por perseguir direito das mulheres e defender estupro" publicado no site do Partido da Causa Operária.

    [3] Para ver o artigo de Marian T. Horvat:

    [4] Conforme a notícia Dilma Rousseff defende legalização do aborto.

 

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ABORTO

Homenagem por perseguir direito das mulheres e defender estupro *

 

O arcebispo de Recife e Olinda, D. José Cardoso Sobrinho, foi homenageado pela Igreja pela excomunhão dos envolvidos com o aborto realizado na menina de 9 anos que foi estuprada pelo padrasto

     17 de abril de 2009

 

     O arcebispo de Recife e Olinda, D. José Cardoso Sobrinho, recebeu da instituição católica dos EUA, Human Life International, o Prêmio Cardeal Von Galen, pela excomunhão dos envolvidos com o aborto realizado pela menina de nove anos que engravidou de gêmeos após ser abusada sexualmente pelo padrasto.

     De acordo com a instituição, “Dom José Cardoso Sobrinho - arcebispo de Pernambuco conhecido por comunicar a excomunhão da mãe de uma garota de nove anos que abortou após ser vítima de estupro (...) É o reconhecimento por sua atitude heróica na defesa da vida humana" (Folha de S. Paulo, 16/4/2009). O prêmio é antes de tudo um ataque brutal ao direito democrático das mulheres.

     É preciso deixar claro que não se trata de nenhuma “defesa da vida”, pelo contrário, o arcebispo ignorou totalmente a vida da menina de nove anos, que padeceu por três anos estupros cotidianos dentro de sua própria casa pelo padrasto, e que sofria com uma gestação de risco, os dois casos específicos onde a legislação brasileira reconhece o direito ao aborto. Ou seja, apesar de toda violência que a menina sofreu por tanto tempo, do verdadeiro risco para a vida da menina caso fosse mantida a gravidez, da legalidade do aborto diante dessas circunstancias, a obscurantista Igreja Católica não hesitou em processar e excomungou os médicos e a mãe da menor, tornando-os criminosos por exercer um direito garantido inclusive pelas leis burguesas, enquanto que o verdadeiro criminoso, o padrasto da menor, que mesmo após ter confessado que abusava sexualmente da criança foi “perdoado” pelo arcebispo.

     O que está por trás de todas as ações da Igreja Católica, e de todas as investidas da burguesia contra esse direito democrático das mulheres, é uma tentativa de impor a toda a sociedade pela força da repressão do Estado, ou seja, pelo aparelho jurídico e policial, seus dogmas religiosos e suas crenças obscurantistas e retrógradas, desconsiderando totalmente as vidas das centenas de milhares de mulheres pobres que morrem anualmente em conseqüência de abortos realizados em condições insalubres. Os ataques da Igreja católica e conjunto com a direita e a esquerda pequeno-burguesa, como é o caso do Psol, devem ser enfrentadas pela luta das mulheres e dos trabalhadores. A campanha pela regulamentação do chamado "aborto legal" e atendimento na rede pública e, também, por sua completa descriminalização deve ser ampliada e chamada em conjunto com movimento operário e popular.

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     * Fonte:

     http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=13727

 

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