INFANTICÍDIO INDÍGENA NO BRASIL:
A TRAGÉDIA SILENCIADA
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Raymond de Souza
Você sabia que em várias tribos indígenas no Brasil, crianças recém-nascidas são enterradas vivas, estranguladas, ou simplesmente deixadas na mata para morrer? Que a Funai (Fundação Nacional do Índio) está de acordo com essa prática nefanda, em nome do respeito à “cultura indígena”? E que o Cimi (Conselho Indigenista Missionário, da Igreja Católica) concorda com a atitude da Funai e se recusa a ajudar os índios a abandonar tais práticas?
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"Infanticídio Indígena no Brasil: a Tragédia Silenciada" é um livro eletrônico gratuito
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As denúncias são muitas, os fatos são facilmente verificáveis, a verdade está aí, diante de todos. Só os que se cegaram voluntariamente não a podem — ou querem — ver. Muitos índios já se opõem ao morticínio. Entretanto, a Funai e o Cimi ignoram suas vozes e são contra um projeto de lei que visa acabar com o infanticídio.
Ao publicar o livro eletrônico “Infanticídio Indígena no Brasil: a Tragédia Silenciada”[1], viso alertar os brasileiros, as autoridades civis e especialmente religiosas, a fim de que façam um compromisso com a Cultura da Vida e trabalhem para acabar de uma vez por todas com o infanticídio em nossas tribos indígenas.
Funai e Cimi são coniventes com a Cultura da Morte
Uma vez que o próprio governo quer legalizar no Brasil o aborto — o infanticídio pré-natal — compreende-se que a Funai, que é um organismo estatal, seja favorável à continuação da prática do infanticídio.

A indiazinha Hakani foi enterrada viva mas sobreviveu. Na foto (e) está com sua mãe adotiva, a Sra. Márcia Suzuki, porta-voz do movimento Atini pela abolição do infanticídio indígena. Na outra foto (d), vê-se o estado em que se encontrava, após ser salva por seu irmão.
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Vamos ver um exemplo dessa postura da Funai conforme publicou a revista IstoÉ, no artigo intitulado “O garoto índio que foi enterrado vivo — Amalé quase foi morto em nome dos costumes indígenas. E a Funai faz vista grossa ao infanticídio de algumas tribos”.
“A dramática história desse pequeno índio é a face visível de uma realidade cruel, que se repete em muitas tribos espalhadas por todo o Brasil e que, muitas vezes, tem a conivência de funcionários da Funai, o organismo estatal que tem a missão de cuidar dos índios. ...
“A Funai esconde números e casos como este, mas os pesquisadores já detectaram a prática do infanticídio em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os tapirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás, a tribo de Amalé e Kamiru, matam entre 20 e 30 por ano. ...
“Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.” (IstoÉ, 20/02/2008) |
A revista noticiou, consternada, que “Os próprios índios começam a se rebelar contra a barbárie. ... A Funai está contagiada com esse relativismo cultural que coloca o genocídio como correto”.
Mas que o Cimi, da Igreja Católica, seja a favor da continuação da prática do infanticídio em nome do “respeito à cultura indígena” e seja contra um projeto de lei que visa acabar com o infanticídio, isto é simplesmente irracional, escandaloso, desumano!
“Os missionários do Cimi não consideram o infanticídio uma prática selvagem dos índios e defendem que essa cultura tem lógica nas aldeias com pouco contato com a cultura ocidental”. ... “A entidade inaugurou há alguns anos um novo método de evangelização. Não batiza as crianças indígenas e aceita a teologia e os rituais dos diversos povos”. (Correio Braziliense, 24/07/2008)
E por que o Cimi é a favor de um status quo tão desumano? Será que seus membros, embora levem o nome de “católicos”, pertencem a outra religião, relativista e neo-pagã, que nega a revelação de Jesus Cristo e a substitui pelo tribalismo mais bárbaro?
A nova religião do neomissionarismo tribalista
Infelizmente há sacerdotes e bispos brasileiros que, juntamente com o Cimi, seguem a “Teologia Índia”, uma nova “utopia mística”.
“Os Bispos defendem a tese de que a principal missão da Igreja não é catequizar e converter o índio, mas garantir os seus valores e encaminhar o seu processo cultural de modo a evitar choques e sincretismos”. (Plano Pastoral dos Bispos da Amazônia, em “O Estado de S. Paulo”, 26/05/1972)
“Os índios já vivem as bem-aventuranças. ... As comunidades indígenas são uma profecia futura para esse jeito novo de viver, onde o mais importante é o homem”. (1ª Assembléia Nacional de Pastoral Indigenista)
“Os povos indígenas são os verdadeiros evangelizadores do mundo” ... “Temos a convicção de que eles vivem o Evangelho da Boa-Aventurança” ... “[Os índios não devem] perder seus valores comunitários, religiosos e tribais” ... “Missionários trabalham com eles sem nenhuma pretensão de catequese” ... “Sem professar o nome de Cristo, os índios vivem muito mais na plenitude de vivência anunciada pelo Cristo como uma boa-nova de libertação, do que nós que vivemos como pagãos uns em relação aos outros” ... “Não entendemos a catequese como antigamente” ... “Nós temos que bater o mea culpa, pois durante muito tempo, pelo menos até João XXIII, a Igreja mais serviu ao colonialismo, ignorando os princípios que hoje defende”. (Bispo Dom Tomás Balduíno)
“Anchieta foi até certo ponto um transmissor de um evangelho colonizador. A Igreja deve se penitenciar” ... “É evidente que a descoberta da América foi, em muitos aspectos, um crime colonialista”. (Bispo Dom Pedro Casaldáliga)
“A nossa civilização é que está falida, condenada, e não a do índio”. ... só temos a aprender com eles. ... ”Nossos índios, que têm uma história tão digna e sagrada quanto a história sagrada do povo de Deus, reverenciada por judeus e cristãos”. (Pe. Egydio Schwade, assessor do Cimi)
“As comunidades indígenas devem ser recebidas como evangelizadoras, para que se tornem modelo à nossa sociedade que muito tem a aprender com elas”. (Arcebispo Dom Fernando Gomes de Oliveira)
“São raros os missionários que respeitaram a cultura do índio e tudo fizeram para preservá-la. Raros os que se tornaram índios com os índios. Mas felizmente eles existem” (Frei Betto, O.P., citando os “erros” dos missionários que ensinaram virtudes cristãs aos índios). |
No “Plano Pastoral”, apresentado no site do Cimi por Dom Franco Masserdotti, presidente da entidade, lê-se:
“Os missionários e as missionárias do Cimi não procuram convencer os índios individual ou coletivamente a abandonar a sua religião”. (§ 103)
“O Cimi ... assume as Teologias Índias como ponto de partida de um diálogo inter-religioso, e admira as suas cosmovisões que podem ser consideradas a alma de suas culturas”. (§ 97)
“Para evangelizar, ela [Igreja Povo de Deus] precisa se deixar evangelizar.” (§ 113)
“Para o Cimi, os povos indígenas são detentores e portadores de valores evangélicos e, portanto, são também mediadores dessa palavra. Há uma profunda reciprocidade salvífica entre os povos indígenas e a ação evangelizadora da Igreja.” (§115)
“Os missionários e as missionárias do Cimi se sentem muito próximos aos povos indígenas, às suas lutas e experiências espirituais. ... Muitos missionários e missionárias reaprenderam a rezar com os índios”. (§ 138)
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A meu ver, uma ideologia de desrespeito à Constituição Brasileira — a qual garante o direito à vida de todos os Brasileiros, inclusive o das crianças índias recém-nascidas — está sendo defendida pela Funai com toda a impunidade.
Entre os missionários do Cimi, uma nova religião está sendo promovida, defendendo o paganismo, a superstição, a barbárie e o infanticídio como se fossem expressões culturais autênticas e dignas de um missionário cristão. A Lei Natural não conta, os Dez Mandamentos não contam, a grande missão que Jesus Cristo deu à Igreja de ensinar e batizar o mundo não conta.
Entrementes, sob o pretexto de procurar manter a “cultura indígena”, milhares de crianças inocentes são assassinadas. Chegou a hora de denunciar e acabar com o morticínio!
A decisão de sacerdotes e bispos brasileiros de não proclamar o Evangelho porque este traz consigo a “cultura européia cristã” equivale a trair a missão evangelizadora da Igreja e a condenar nossos irmãos índios a continuar vivendo no paganismo e na superstição.
Chegou a hora para os bispos católicos intervirem no malfadado trabalho “neomissionário” do Cimi, para pôr fim à cumplicidade com o assassinato de crianças inocentes, defender o seu direito à vida, que deve ser igual para todos os brasileiros sem exceção. Se assim o fizerem, os Bispos brasileiros agirão como verdadeiros sucessores do Apóstolos de Jesus Cristo.
Infanticídio e Relativismo Cultural
O Deputado Henrique Afonso elaborou um projeto de lei (a Lei Muwaji) para combater o infanticídio e proteger os direitos fundamentais das crianças.
O Cimi emitiu parecer contrário a este projeto de lei, argumentando que o que pode ser visto como criminoso e merecedor de punição por um grupo, pode não o ser para outro. Assim, tudo parece ser relativo.
O Cimi não propõe nada de concreto para acabar com o assassinato de crianças. A impressão que se tem é que procura apenas encontrar falhas — reais ou imaginárias — na Lei Muwaji, para justificar o infanticídio e perpetuar o status quo do relativismo cultural.
Edson Bakairi, sobrevivente de infanticídio, líder indígena especialista em Antropologia e licenciado em História, em carta aberta ao governo em repúdio ao infanticídio, proclamou: "Somos índios, somos cidadãos brasileiros! ... Portanto manifestamos nosso repúdio à prática do infanticídio e a maneira irresponsável e desumana com que essa questão vem sendo tratada pelos órgãos governamentais. Não aceitamos os argumentos antropológicos baseados no relativismo cultural. ... "Não aceitamos o infanticídio como prática cultural justificável, não concordamos com a opinião equivocada de antropólogos que têm a pretensão de justificar estes atos e assim decidir pelos povos indígenas colocando em risco o futuro de etnias inteiras."
Apelo ao Papa
“Infanticídio Indígena: a Tragédia Silenciada” termina com um apelo ao Papa Bento XVI, pedindo sua intervenção junto aos bispos do Brasil, a fim de que ajam em conjunto, para acabar de uma vez por todas com esse crime que brada aos céus: o assassinato de crianças recém-nascidas, sob o olhar cúmplice do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Igreja Católica no Brasil.
A obra respeitosamente lembra ao atual Pontífice que, há 121 anos, Leão XIII dirigiu-se aos bispos brasileiros exortando-os a trabalharem em conjunto para acabar com a escravidão. Os bispos ouviram seu apelo, e depois, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea.
Que Bento XVI siga o exemplo profético de seu predecessor no trono de São Pedro, e intervenha no Brasil para acabar com o crime nefando do infanticídio indígena, tão vergonhosamente apoiado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
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NOTA:
[1] Clique aqui, para fazer o download gratuito do livro. 
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