ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS CHILENAS:

CILADAS POLÍTICAS E ECLESIÁSTICAS

 

Jorge Zamora Erdmann

 

        Versión en español

O candidato presidencial de direita, Sebastián Piñera, lançou documento chamado "Acordo de Vida em Comum", propondo que sejam reguladas as uniões de fato entre pessoas de igual ou diverso sexo. O documento aplaina o caminho para o reconhecimento do "casamento" homossexual e, por fim, da adoção de filhos.

 Diante da resistência dos setores mais conservadores da direita, que percebem na proposta do "Acordo de Vida em Comum" um enorme triunfo estratégico para o lobby homossexual, o papel dos pastores tem sido, mais uma vez, o de coadjuvar o ataque do lobo contra o rebanho que Cristo lhes confiou.

Os bispos chilenos dão seu apoio ao lobby homossexual às vésperas das eleições presidenciais, no momento em que sua voz era ansiosamente esperada.

 


Piñera: nova direita que converge com a esquerda social-democrata e libertária

     Dias atrás, o candidato presidencial Sebastián Piñera (candidato de direita, supostamente) lançou um documento chamado "Acordo de Vida em Comum" (AVC). Nele, propõe que sejam reguladas as uniões de fato, situação anômala que tende a ser um substituto — fraudulento, com certeza — da família cristã instituída por Deus e cujo exemplo mais alto é, sem dúvida, a Sagrada Família de Jesus Cristo Nosso Senhor.

     O documento insta que os legisladores regulem em várias matérias as uniões de fato entre pessoas de igual ou diverso sexo. Ao legislar sobre herança e outros assuntos, reconhece certa legitimidade e caráter institucional para essas uniões ilegítimas.  Para ilustrar a gravidade do assunto, basta imaginar o efeito que teria, por exemplo, o reconhecimento da legalidade de um sindicato de traficantes de drogas. Se bem que a sindicalização ou a formação de grêmios em si mesmo nada prejudica a ordem social nem desafia a ordem jurídica, evidentemente o reconhecimento desse perverso sindicato de narcotraficantes seria, para eles, um enorme avanço estratégico a favor de seus planos mais ambiciosos.

     Em outras palavras: pretender que os assuntos práticos (como dar estatuto legal para a matéria) em nada favorecem a posição de determinado grupo, é um sofisma, que abre caminho para o total reconhecimento desses grupos de lobby homossexual. Aplaina para eles o caminho para o reconhecimento do "casamento" homossexual e, por fim, da adoção de filhos.

     A cilada da direita "progressista"

     O chamado "progressismo", na esfera política atual, embora não tenha sido bem definido, passou a ser uma dignidade ou qualidade que denota estatura de "estadista" em quem a estadeia com orgulho. "Progressista" parece ser uma palavra-talismã capaz de conquistar espaço reputado como legítimo no confuso panorama ideológico de hoje. Por não ser claramente definido, o termo "progressista" não foi até agora desmascarado. Tanto direitistas (pseudodireitistas, a bem dizer) como esquerdistas se fazem chamar de "progressistas". Afinal de contas, seja qual for o contexto, essa palavra viscosa tem o condão de hipnotizar os direitistas mais laicos e os conservadores mais incautos, para que aceitem como legítimo um posicionamento de direita de viés social-democrata. E a campanha de Sebastián Piñera parece ser plataforma de lançamento de uma nova direita: a direita "social-democrata", quer dizer, esquerda socialista e libertária.

     Como evitar a cilada

     Uma vez cativados os incautos e adormecidos os reacionários da direita chilena, estes optam por apoiar, sonolentos, o que alguns consideram como o "mal menor": apesar dos pesares, essa nova direita, que desfruta de alta possibilidade de triunfo nas próximas eleições, é "o que há", a única opção viável. Em meio à apatia generalizada dos católicos, uma nova direita avança para impor-se como a única opção válida para oposição aos corruptos governos da esquerda chilena que já duram quase duas décadas. Apresenta-se ao eleitor uma ponta de diamante cortante: ou vota por uma direita, que não se comporta como tal, e que propõe a legalização da união homossexual e a pílula abortiva, ou novamente vence a "Concertação", a coalizão de esquerda que degradou moralmente a sociedade chilena, que teve, desde seu início, feições e convicções profundamente cristãs.

     Aí está o perigo: o sofisma de que o "mal menor" deve ser aceito incondicionalmente. Pelo contrário, os católicos devem condicionar o voto pelo candidato de "direita" a um compromisso formal dele com os preceitos de ordem natural e cristã. Devem opor-se vigorosamente à equiparação — mesmo feita de modo indireto — entre a família e as uniões de fato. Devem exigir a interrupção da distribuição da pílula abortiva nos consultórios da rede pública de saúde etc. Se os católicos não atuam dessa maneira, cada um em seu âmbito e de acordo com suas possibilidades de ação, eles passarão para a história como aqueles que favoreceram o lançamento de uma nova direita, tão ou mais letal e corrupta que o socialismo de sempre, seu companheiro de viagem.

     A voz do clero favorece novas formas familiares: as supostas famílias homossexuais

     Diante da resistência dos setores mais conservadores da direita, que percebem na proposta do "Acordo de Vida em Comum" um enorme triunfo estratégico para o lobby homossexual, o papel dos pastores tem sido, mais uma vez, o de coadjuvar o ataque do lobo contra o rebanho que Cristo lhes confiou.

     De fato, dias atrás publicamos em El Cruzado as declarações do Pe. Felipe Berríos, S.J., o qual, através da imprensa, apresentou estranha afinidade com os grupos de pressão pró-homossexuais. Mostramos, naquele artigo, como o sacerdote, fazendo o papel de inimigo de Deus, promovia a legislação das uniões homossexuais, pois, do contrário, "se produziria uma injustiça".[1]

     Escandalizados, os católicos mais bem informados esperavam que o referido sacerdote sofresse alguma sanção ou fosse chamado pelo Episcopado chileno a fazer uma retratação pública. O que ocorreu então?


Mons. Goic, num dos cordiais encontros com Rolando Jiménez, presidente do Movimento de Integração e Libertação Homossexual

     Mons. Goic, presidente da Conferência Episcopal, saiu em defesa da legislação da união homossexual — que ele chama de "conotação sexual diferente" — em uma entrevista veiculada pela Radio Agricultura [2]. Com tal pronunciamento, Mons. Goic recebeu o aplauso do Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh), que declarou: "valorizamos profundamente que a referida instituição [a Igreja] reconheça a existência de casais homossexuais ou heterossexuais que convivem, e assinale a importância de se regular seu regime patrimonial".

     Desconcertados novamente, os católicos com que comentamos esta declaração, esperamos o pronunciamento do Arcebispo de Santiago, o cardeal Errázuriz. Para surpresa de uns e indignação de outros, o Cardeal elogiou a medida! Como assinalou El Mercurio de domingo, 18 de outubro, "O prelado apoiou a proposta, ao dizer ao Canal 13 que 'há realidades que é preciso abordar. A quantidade de casais que vivem sem contrair matrimônio é uma realidade'" [3]. Não obstante, o Cardeal asseverou que o documento "todavia é muito rudimentar". Dito de outra maneira: o documento político que mais favoreceu o lobby feito pelas ONGs pró-homossexuais nos últimos anos, ao apoiar os primeiros passos para o reconhecimento do suposto "matrimônio homossexual", seria, para a principal autoridade da Igreja chilena, rudimentar. O que traz mais confusão, precisamente no momento em que a clareza da doutrina católica é necessária, para guiar os fiéis e o mundo político no caminho reto que preserve a família cristã.

     É triste dizê-lo, mas a realidade dos fatos demonstra que são os próprios pastores "demolidores" os encarregados de adormecer as consciências e desestimular a resistência dos católicos que podem atuar na esfera política e no âmbito particular individual para que no Chile não tenhamos nunca o "casamento homossexual". Os que são chamados por Nosso Senhor para guiar o rebanho entram em conluio com o lobo que ameaça os restos que permanecem da ordem cristã.

     Ontem houve o incondicional apoio do clero chileno ao comunismo. Hoje, os fatos demonstram que os bispos chilenos dão seu incondicional apoio ao lobby homossexual e, desta vez, não o fazem por grave omissão: é um apoio declarado exatamente às vésperas das eleições presidenciais, no momento em que sua voz era ansiosamente esperada.

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     Editorial de El Cruzado.

     Tradução: André F. Falleiro Garcia.

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     Notas:


    [1] El Mercurio, 17/10/2009.

    [2] El Mercurio, edição online 15/10/2009: “Gays valoran que la Iglesia apoye regulación a uniones de hecho”.

    [3] Cardenal Errázuriz calificó como "muy rudimentario" texto de Chadwick y Allamand.

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ELECCIONES PRESIDENCIALES EN CHILE:

TRAMPAS POLÍTICAS Y ECLESIÁSTICAS

 

Jorge Zamora Erdmann

 


Piñera: nueva derecha, pero socialdemócrata y libertaria

     Hace unos días, el candidato presidencial Sebastián Piñera (candidato de derecha, supuestamente) lanzó un documento llamado “Acuerdo de Vida en Común” (AVC). En él, se promueve regular las uniones de hecho, situación anómala que tiende a ser un sustituto – fraudulento, por cierto – de la familia cristiana instituida por Dios y cuyo ejemplo más alto es, sin duda, la Sagrada Familia de Nuestro Señor.

     En ese documento, se insta a legislar en varias materias las uniones entre personas de distinto o igual sexo. Al legislarse sobre las herencias y otros asuntos, para ese tipo de uniones ilegítimas, se les reconoce una cierta “institucionalidad”. Para ilustrar la gravedad de este asunto: imagine el efecto que tendría, por ejemplo, reconocer la legalidad del “sindicato de narcotraficantes”. Si bien la sindicalización o los gremios por sí mismos, en nada dañan el orden social ni se riñen con el orden jurídico, evidentemente, un reconocimiento a ese gremio perverso, sería, para ellos, un enorme avance estratégico en pos de sus planes más ambiciosos.

     En otras palabras: pretender que los asuntos prácticos (como legislar la materia) en nada favorecen la posición de un determinado grupo, es un sofisma que abre camino al total reconocimiento de esos grupos de lobby homosexual. Les allana el camino para ser reconocidos como “matrimonio” y por ende, a adoptar hijos.

     La trampa de una derecha “progresista”

     El llamado “progresismo” en la esfera política actual, no ha sido definido y ha pasado a ser un privilegio o una cualidad que denota, en quien lo luce con orgullo, estatura de “estadista”. “Progresista” parece ser una palabra-talismán capaz de conquistar un espacio ganado como legítimo en el confuso panorama ideológico de hoy. Al no definirse claramente, el término “progresista”, no ha sido desenmascarado. Tanto derechistas (seudo-derechistas a decir verdad) como izquierdistas se hacen llamar “progresistas”. A final de cuentas, sea el enredo que sea, aquella palabra viscosa, tiene la virulenta capacidad de hipnotizar a los derechistas más laicos y a los conservadores más incautos para que sea aceptada como legítima, una posición de “derecha-socialdemócrata”. Y la campaña de Sebastián Piñera parece ser la plataforma para lanzar una nueva derecha: la derecha “social-demócrata”, es decir, izquierda socialista y atea.

     Las consecuencias de la nueva derecha

     Una vez cautivados los incautos y adormecidos los reaccionarios de la derecha chilena, éstos optan por apoyar somnolientos a lo que algunos entienden como “el mal menor”; mal que mal, la nueva derecha, que disfruta de una alta probabilidad de triunfo en las próximas elecciones, es “lo que hay”: la única alternativa viable. En medio de la apatía generalizada de los católicos, una nueva derecha avanza para imponerse como la única opción válida para oponerse a los corruptos gobiernos de la izquierda chilena que llevan casi dos décadas. Se quiere presentar al votante de derecha una punta de diamante: o se vota por una derecha que no es tal, y que promueve la unión legal entre homosexuales y la píldora abortiva, o se ganará una serie de nuevos gobiernos de la “Concertación”: la coalición de izquierda que más ha degradado moralmente a la sociedad chilena, la cual tuvo desde sus inicios, rasgos y convicciones  profundamente cristianas.

     Y he ahí el peligro: aceptar el sofisma de que el “mal menor” debe ser aceptado sin condiciones. Los católicos, por el contrario, deben condicionar el voto para el candidato de “derecha” a un compromiso formal con los preceptos del orden natural y cristiano: oponerse vigorosamente a la equiparación – por indirecta que sea – entre la familia y las uniones de hecho, interrumpir la difusión de la píldora abortiva en los consultorios públicos, etc. Si los católicos no actúan de esta manera- cada uno en su ámbito y de acuerdo a sus posibilidades- pasarán a la historia como aquellos que favorecieron el lanzamiento de la nueva derecha: una derecha más letal y más corrupta que el socialismo de siempre, su compañero de ruta.

     La voz del clero a favor de las nuevas familias: las “seudo-familias” homosexuales

     Frente a la resistencia de los sectores más conservadores de la derecha, quienes visualizan, en esta propuesta de legislar, el enorme triunfo estratégico para el lobby homosexual, el rol de los pastores ha sido, una vez más, el de acompañar el ataque del lobo contra el rebaño que Cristo les encomendó.  En efecto, hace un par de días, publicamos en El Cruzado.org las declaraciones del P. Felipe Berríos SJ quien ya había mostrado una extraña afinidad con los grupos de presión “pro homosexual” a través de medios de prensa. En ese artículo, mostrábamos cómo el sacerdote, haciendo las veces de un ministro del enemigo de Dios, promovía la legislación de las parejas homosexuales porque, de lo contrario, se “produce algo injusto” [4].

     Escandalizados, los católicos más informados, esperábamos la sanción o el llamado a retractarse por parte de los Obispos de Chile. ¿Qué ocurrió entonces?


Mons. Goic en uno de los cordiales encuentros con el presidente del movimiento de integración y liberación  homosexual (Movilh), Rolando Jiménez.

     Monseñor Goic, Presidente de la Conferencia Episcopal, salió en defensa de la legislación de la unión homosexual -que él llama, “de connotación sexual diferente”– en una entrevista a radio Agricultura [5]. Con ello, Monseñor Goic se ganó los aplausos del Movimiento de Liberación Homosexual que declaró: “(…) valoramos profundamente que dicha institución [la Iglesia] reconozca la existencia de parejas homosexuales o heterosexuales que conviven y señale la importancia de regular su régimen patrimonial”.

     Desconcertados nuevamente, los católicos con quienes comentamos esta noticia, esperábamos la opinión del Arzobispo de Santiago, el Cardenal Errázuriz. Para sorpresa de muchos e indignación de otros, el Cardenal elogió la medida (¡!). Como señala El Mercurio del día domingo 18 de octubre, “El religioso le dio un mérito a la propuesta, al decir en Canal 13 que ‘hay realidades que hay que abordar. La cantidad de parejas que viven sin contraer matrimonio son una realidad’”[6]. Sin embargo, aseveró que el documento “todavía es muy rudimentario”. Dicho de otra manera: el documento político que más ha favorecido al lobby que ejercen las ONGs pro-homosexuales en los últimos años, al determinar los primeros pasos al reconocimiento del seudo “matrimonio homosexual”, sería, para la principal autoridad de la Iglesia chilena: rudimentario. Más confusión precisamente en el momento en que la claridad de la doctrina católica es necesaria para guiar a los fieles y al mundo político en la recta senda que preserve a la familia cristiana.

     Es triste decirlo, pero la realidad de los hechos demuestra que son los propios pastores “demoledores” los encargados de adormecer las conciencias y desincentivar la resistencia de los católicos que pueden actuar desde la esfera política y en el ámbito particular individual para que en Chile no tengamos nunca un matrimonio homosexual. Aquellos llamados por Nuestro Señor para guiar el rebaño se coluden con el lobo que amenaza los restos que quedan del orden cristiano.

     Ayer fue el incondicional apoyo del clero chileno al comunismo. Hoy, los hechos demuestran que los obispos chilenos dan su incondicional apoyo al lobby homosexual y, esta vez, no es por grave omisión: es un apoyo declarado justo antes de las elecciones presidenciales, momento en que la voz de los Obispos se esperaba con ansias.

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    Notas:

    [4] El Mercurio, 17/10/2009.

    [5] El Mercurio, blogs, 15/10/2009: “Gays valoran que la Iglesia apoye regulación a uniones de hecho”.

    [6] Cardenal Errázuriz calificó como "muy rudimentario" texto de Chadwick y Allamand.

 

 

 

 

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