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O SEGREDO DE FÁTIMA

 

Em maio de 2000, o Vaticano revelava o terceiro segredo de Fátima. Uma revelação que parecia pôr fim a décadas de polêmicas e indiscrições. Parecia. Porque, na realidade, as coisas não foram bem assim...

 

Davide Malacaria

Imagem de Nossa Senhora de Fátima
A imagem de Nossa Senhora de Fátima

     Estamos no dia 13 de maio de 2000 quando o cardeal Angelo Sodano comunica que o Santo Padre decidiu revelar o terceiro segredo de Fátima. A oportunidade é dada da beatificação, realizada em Portugal, de Francisco e Jacinta Marto, dois dos pastorinhos aos quais, no distante ano de 1917, Nossa Senhora havia aparecido. O anúncio corre o mundo imediatamente: aquele segredo, guardado com tanto zelo pelo Vaticano, havia estado por décadas no centro de indiscrições, polêmicas e intrigas internacionais.

     Na ocasião, o cardeal Sodano toca de leve o conteúdo do segredo, mas, para conhecê-lo em sua integridade, é ainda preciso esperar cerca de um mês, quando é publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé. O texto vem acompanhado de uma rápida apresentação assinada pelo então secretário da Congregação, dom Tarcisio Bertone, e por um breve comentário teológico do prefeito do mesmo organismo, o cardeal Joseph Ratzinger. Em seguida, anexos e notas.

     Sintetizando ao máximo, o segredo consiste na visão desoladora de uma cidade em ruínas pela qual estão espalhados os cadáveres dos mártires, na qual caminha, aflito, “um bispo vestido de branco” (a respeito do qual irmã Lúcia escreve: “Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”), seguido por bispos e religiosos. O cortejo sobe até o topo de uma colina, na qual se encontra uma cruz, e aos pés dela o Papa é assassinado.

     Desde o anúncio do cardeal Sodano, o Vaticano identificou o “bispo vestido de branco” com o papa João Paulo II, e seu assassinato com o atentado sofrido por obra de Ali Agca, em 1981. Mas, desde o princípio, essa revelação e a interpretação oficial que a acompanha despertaram perplexidade. Entre outras coisas, muitos observaram uma discordância entre o que havia dito o cardeal Sodano um mês antes, em Fátima, quando falara de um papa que “cai por terra como se estivesse morto”, e o texto divulgado, no qual se lê a respeito de um papa inequivocamente “assassinado”.

     Para complicar as coisas, para os lados do Vaticano, somam-se as várias associações de fiéis nascidas em torno de Fátima, formadas de leigos, sacerdotes e estudiosos que conhecem a vida, a morte e, é o caso de dizer, os milagres de tudo o que aconteceu ao redor daquela aparição prodigiosa. E foi desses ambientes, justamente, que se levantaram as críticas mais pungentes.

     Entre 2006 e 2007, essas críticas foram condensadas em dois livros-reportagem: Il quarto segreto di Fatima, de Antonio Socci, e La profezia di Fatima, de Marco Tosatti. A seguir, falaremos sinteticamente do conteúdo dessas obras.

     Nossa Senhora previu Ali Agca?

     Uma das controvérsias mais acesas está relacionada com a identificação do bispo vestido de branco com Karol Wojtyla. Em outras palavras: Nossa Senhora profetizou realmente o atentado a João Paulo II? Em seu livro, Socci observa que a interpretação vaticana do segredo, na realidade, não é tão unívoca. E isso já desde o anúncio do cardeal Sodano, cujas palavras são transcritas no documento dedicado ao segredo de Fátima: o prelado explica que os episódios descritos na visão “parecem já pertencer ao passado”. “A Senhora da mensagem parece ler com singular perspicácia os ‘sinais dos tempos’” [os itálicos não são dos textos, ndr.]. Enfim, segundo Socci, parece que o prelado tem um certo medo de usar expressões afirmativas demais.

     Não é o único. Na nota teológica, o cardeal Ratzinger explica a coincidência entre o papa da mensagem e Wojtyla por meio de uma “elegante” expressão interrogativa: “Não era razoável que o Santo Padre, quando, depois do atentado de 13 de maio de 1981, mandou trazer o texto da terceira parte do ‘segredo’, tivesse lá identificado seu próprio destino?”.

     Indo além dessas anotações, que podem parecer meras sutilezas, é óbvio que, em se tratando de revelações particulares, não estamos diante de conteúdos de fé. O próprio cardeal Ratzinger explica, numa entrevista concedida em 19 de maio de 2000 ao jornal italiano La Repubblica, que não existem “interpretações obrigatórias”. Por outro lado, basta observar o documento oficial vaticano (que pode ser baixado da internet) para que se afaste qualquer dúvida a esse respeito. De fato, um capítulo do comentário teológico se intitula significativamente: “Uma tentativa de interpretação do ‘segredo’ de Fátima”. O itálico é nosso.

     Em todo caso, e prescindindo de outras considerações, os detratores da versão oficial têm uma boa margem para se perguntar: se o segredo fazia referência apenas às perseguições sofridas pelos cristãos no século XX e ao atentado contra o Papa ocorrido em 1981, por que esperar tanto para torná-lo público?

     Segredos públicos e dúvidas secretas

As capas dos três livros mais recentes sobre o Segredo de Fátima

     Se a interpretação do segredo suscitou tantas controvérsias, é bem pouco, se comparado às polêmicas que nasceram em torno do próprio texto. Para sermos mais claros, é melhor partirmos do início, ou seja, de quando irmã Lúcia, na clausura do carmelo de Coimbra, recebe de seu bispo a solicitação de escrever sobre a revelação.

     A religiosa redige diversas memórias do que viu e sentiu naquele distante ano de 1917, na Cova da Iria: a primeira é de 1935, a segunda de 1937, a terceira de agosto de 1941. Nesse terceiro escrito, explica Socci, a irmã “revela as primeiras duas partes do segredo [...], e informa que existe também uma ‘terceira parte’, que por ora não revela. Alguns meses depois, escreve a quarta memória (datada de 8 de dezembro de 1941), na qual transcreve exatamente a anterior, mas, quando chega ao fim do segundo segredo [...], acrescenta uma nova frase, que não existia no texto de agosto: ‘Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé, etc.’”. Enfim, em janeiro de 1944, anotará o chamado terceiro segredo.

     Os dois primeiros segredos, nos quais eram previstas a Revolução Russa e a Segunda Guerra Mundial, foram tornados públicos na década de 1940, ao passo que o terceiro segredo, dirá Lúcia, deverá ser revelado apenas em 1960. Em 1957, porém, a Santa Sé ordena que o texto seja enviado a Roma e pede silêncio à irmã. Esse silêncio será mantido até 2000, ano da publicação do documento A mensagem de Fátima pela Congregação para a Doutrina da Fé.

     Uma publicação realmente um tanto infeliz. Os críticos da versão oficial têm bons motivos para observar uma anomalia bem visível. Ao publicar o segredo em sua totalidade, o Vaticano não publica a quarta memória, de 8 de dezembro de 1941, última na ordem cronológica, mas a terceira, de agosto de 1941, acrescentando a ela o escrito de janeiro de 1944, onde está anotado o terceiro segredo. A terceira e a quarta memória são semelhantes, como vimos antes, mas, na quarta, encontramos aquela pequena frase: “Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé, etc.”, que na terceira não existe. É claro que essa expressão não é omitida por completo, mas transcrita numa nota marginal, sem nenhuma explicação. Só que essa linha, justamente, está no centro de grandes controvérsias...

     “É possível que as palavras de Nossa Senhora, dadas em pessoa pela Mãe de Deus, possam acabar com um ‘etc.’?” Socci transcreve essa pergunta, certamente não banal, de Paul Kramer, autor de La battaglia finale del diavolo. O que esconderia esse etc.? Os críticos observam como não há nenhum nexo lógico entre essa frase e o segredo revelado em 2000. E que a frase incompleta traz palavras de Nossa Senhora, parte de um discurso direto, ao passo que o segredo consiste numa visão, sem nenhuma palavra da Virgem.

     Padre José dos Santos Valinho, salesiano, é sobrinho de irmã Lúcia e tinha com ela uma relação preferencial. Numa entrevista, concedida pouco antes da revelação do segredo, confidenciou: “Na minha opinião aquela parte do segredo diz respeito à Igreja, a seu interior. Talvez dificuldades doutrinais, crises de unidade, lacerações, revoltas, divisões. A última frase do escrito de minha tia, que precede a parte ainda desconhecida do segredo, diz: ‘Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé’. Depois, começa o trecho que não conhecemos. Porém, ela dá a entender que o tema da parte que falta poderia estar ligado à última afirmação que conhecemos. Portanto, em outras partes da Igreja esse dogma poderia vacilar”.

     Ele não foi o único que apresentou uma hipótese como essa.

     A grande apostasia

Paulo VI e Irmã Lúcia em Fátima
Paulo VI e irmã Lúcia, em Fátima, em 13 de maio de 1967

     A respeito do segredo de Fátima, ao longo dos anos, circularam os mais diversos boatos, entre os quais o mais recorrente é aquele que fala de uma multidão de cristãos que perde a fé. Em outras palavras, Nossa Senhora teria previsto uma grande apostasia. Lendas, apenas?

     É o que poderia parecer, à luz da revelação vaticana. O problema, porém, é que essas lendas, com o passar dos anos, foram corroboradas por declarações de pessoas que, por sua função, tinham conhecimento do segredo. Tosatti dedica um capítulo inteiro a “Cinqüenta anos de indiscrições excelentes”. Vamos falar de algumas.

     Dom Alberto do Amaral, bispo emérito de Fátima, numa conferência de 1984, afirma: “O segredo de Fátima não fala nem de bomba atômica nem de artefatos nucleares [...]. A perda da fé de um continente é pior que a destruição de uma nação; e é verdade que a fé diminui continuamente na Europa. A perda da fé católica na Igreja é bem mais grave que uma guerra nuclear” (declaração desmentida em 1986, mas depois confirmada em março de 1995).

     O cardeal Alfredo Ottaviani, numa conferência de 1967, diz: “Eu tive a graça e o dom de ler o texto do terceiro segredo. [...] Posso lhes dizer apenas isto: que virão tempos muito difíceis para a Igreja e que é preciso muita oração para que a apostasia não seja grande demais”.

     Indiscrições excelentes são documentadas também no livro de Socci. Dom Loris Capovilla, secretário de João XXIII, que certamente também conhecia o segredo, responde uma entrevista por escrito em 1978. Quando lhe perguntam se o segredo se refere expressamente à hierarquia eclesiástica, à Rússia ou a uma “crise religiosa no mundo”, responde negando as duas primeiras hipóteses, mas nada diz da terceira. Ainda mais explícito é o conteúdo de uma carta do cardeal Luigi Ciappi, por muito tempo teólogo da Casa Pontifícia, endereçada ao professor Baumgartner. Na missiva, escrita em 2000 mas tornada pública em março de 2002, o purpurado revela: “No terceiro segredo se prevê, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começará do seu ponto mais alto”.

     São todos mentirosos? E, se não for assim, isso significa que foi o Vaticano que publicou uma mentira? As coisas são um pouco mais complexas. Com base numa série de indícios e testemunhos concordantes, muitos dos críticos da versão oficial estão convencidos de que o segredo na realidade seria constituído de duas partes distintas. E que a revelada em 2000, escrita em quatro páginas, seria apenas uma das partes e teria estado sempre guardada nos arquivos do Santo Ofício. A outra parte, ainda secreta, escrita numa única folha, teria ficado sempre no apartamento dos papas.

     Como confirmação dessa hipótese, haveria também um indício de tipo lógico. Tosatti apresenta a tese de Andrew M. Cesanek, outro estudioso que se aventurou a entender o segredo de Fátima. Este, comparando as duas primeiras revelações e a que foi tornada pública em 2000, registra como as duas primeiras são caracterizadas por um esquema do gênero visão-explicação, ao passo que a outra não contém explicações. Tosatti escreve: “Certamente, é curioso que, das três partes, aquela que mais necessita de um ‘guia de leitura’ seja, na realidade, a única que não tem um”.

     As atas de irmã Lúcia

     O Vaticano, obviamente, não podia deixar de interpelar irmã Lúcia, a última dos pastorinhos ainda viva na época (morreu em fevereiro de 2005). Para tanto, o atual secretário de Estado vaticano, cardeal Bertone, foi duas vezes a Coimbra: uma primeira em 27 de abril de 2000 e uma segunda em 17 de novembro de 2001 (na realidade, o prelado revelou ter encontrado a religiosa também em 9 de dezembro de 2003, mas para conversar sobre episódios relativos a Albino Luciani). Possuímos relatos desses dois encontros, algo semelhante a atas, uma das quais, a segunda, assinada pela própria irmã Lúcia. Em ambas, é comprovada a linha do Vaticano: para a religiosa também, o segredo teria sido revelado em sua integridade e a cena do papa assassinado representaria o atentado de 1981. Mas essas “atas”, fruto de horas de conversa, segundo os críticos, seriam excessivamente sintéticas, no limite do tom lacônico, e genéricas demais.

     Para sermos breves, transcrevemos apenas a observação do padre Paul Kramer, contida no livro de Socci, o qual calculou que, da segunda conversa, que durou cerca de duas horas, o cardeal Bertone “conseguiu extrair apenas quarenta e duas palavras importantes (quarenta e duas) que deveriam ser atribuídas entre aspas à religiosa”. Ainda a propósito dessa segunda ata, Socci, partindo da premissa de que a religiosa fala apenas português, se pergunta: “Se é assim, por que não existe um texto em português? E, se existe e – como parece óbvio – irmã Lúcia só assinou esse texto, por que ele não foi publicado? E por que a versão em inglês não tem a assinatura da irmã?”. Tampouco serviu para dissipar as dúvidas o livro publicado pela religiosa pouco antes de morrer, Os apelos da mensagem de Fátima, no qual a autora evita entrar em questões relacionadas ao segredo.

     Mas Tosatti assinala uma frase particularmente significativa desse livro: “Deixo inteiramente à Santa Igreja a liberdade de interpretar o sentido da mensagem, porque lhe pertence e lhe compete: por isso, humildemente e de bom grado me submeto a tudo o que ela disser ou quiser corrigir, modificar ou declarar”.

     De fato, impressiona que a religiosa tenha usado verbos como “modificar” e “corrigir”.

     O cardeal Bertone e papa Luciani

João Paulo II
João Paulo II em Fátima, por ocasião da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, em 13 de maio de 2000

     Pouco depois da saída do livro de Tosatti, a editora italiana Rizzoli publicou outra obra sobre Fátima, dessa vez um livro-entrevista com o cardeal Bertone, organizado pelo vaticanista Giuseppe De Carli. No livro, o purpurado volta a frisar a versão oficial, enriquecendo-a de pormenores inéditos, mas evita responder às perguntas levantadas pelos críticos.

     Aqui, nós nos limitamos a evidenciar uma passagem do livro de De Carli que, a um leitor comum, poderia levantar novas perguntas.

     O cardeal Bertone é interrogado sobre a relação entre Fátima e Albino Luciani. A questão é conhecida: o então patriarca de Veneza, pouco antes de ser eleito Papa, foi fazer uma visita a irmã Lúcia. Esta, como alguns imaginaram, lhe teria profetizado o pontificado e a morte dentro de pouco tempo. O cardeal Bertone responde negando que a irmã tenha feito semelhante profecia. E, para confirmar, apresenta um escrito do próprio Luciani, datado de janeiro de 1978, no qual é relatado sinteticamente o conteúdo da conversa.

     Irmã Lúcia, anota o patriarca de Veneza, lhe havia falado da necessidade de haver “cristãos e especialmente seminaristas, noviços e noviças seriamente decididos a serem de Deus sem reservas”, e por aí afora. Em seguida, Luciani, após ter contado que havia perguntado sobre a dança do sol (espetacular milagre de Fátima), se questiona: “[...] alguém pode perguntar: um cardeal tem interesse em revelações particulares?”. Sim, responde, explicando que o “Evangelho contém tudo”, mas aos cristãos é necessário também “perscrutar os sinais dos tempos”. “E, atrás do sinal, é oportuno ter cuidado com as coisas sublinhadas por esse sinal. Quais?”, pergunta-se ainda, com seu estilo simples e linear. E relaciona as quatro coisas que, diz ele, foram indicadas por Nossa Senhora naquele distante ano de 1917, explicando uma por uma: arrepender-se, rezar, recitar o rosário e, por último, ter em mente que o inferno existe.

     Nas linhas que o patriarca dedica à oração, porém, há uma observação que chama a atenção. Luciani anota a dificuldade que essa prática encontra entre seus contemporâneos. E conclui: “Não fui eu, mas Karl Rahner quem escreveu: ‘Vive-se também dentro da Igreja uma dedicação exclusiva do homem às realidades temporais, que não é mais uma opção legítima, mas apostasia e queda total da fé’”. Apostasia?

     Enfim, apesar da revelação de 2000, continua a se projetar uma aura de mistério em torno do segredo de Fátima. E, para muitos, a palavra mistério é cheia de enigmas ameaçadores. Não é o caso do simples fiel, para quem essa palavra parece cheia de conforto e de esperança, quando orienta e acompanha a oração do rosário. Uma oração que em Fátima, precisamente, foi enriquecida pela jaculatória de doce misericórdia que Nossa Senhora quis ensinar às três crianças e, por meio delas, à Igreja inteira. E foi justamente por isso, nós acreditamos, que a aparição de Fátima, com o passar dos anos, se tornou cara ao povo cristão. Para terminar este artigo, faz bem lembrar disso.

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     O artigo de Davide Malacaria foi publicado na edição de junho/julho da revista 30 Giorni com o título O Segredo de Fátima.

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