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O PECADO PROMULGADO

 

Nuno Serras Pereira

 

     Não há dúvida alguma que quer a Doutrina Católica quer a Lei Moral Natural reconhecem e anunciam que os actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são intrinsecamente perversos e depravados; e que a legalização do pseudo-casamento entre pessoas do mesmo sexo ou de “uniões civis”, como as que existem em França e em Inglaterra, por exemplo, constitui uma grave injustiça e uma cooperação formal com o pecado mortal praticado ao abrigo dessa “lei”, tornando a pessoa que legisla ou promulga tal absurdo, moralmente responsável de todo o mal que dela derivar.[1]


Cavaco Silva cometeu gravíssimo pecado que gera grande perseguição à Igreja

     Há preceitos que são absolutos morais e que por isso obrigam sempre, sem excepção alguma, em toda e qualquer circunstância, e que, por isso mesmo, não são negociáveis. Tal é o caso em apreço. E não é verdade que no caso de vetar a “lei” ela passaria de qualquer maneira, porque o Presidente pode dissolver a assembleia da república e pode também renunciar ao mandato.

     Ao promulgar a “lei” iníqua do falsamente denominado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo o Presidente da República, que se proclama católico praticante, comete um gravíssimo pecado que gera uma “grande perseguição” à Igreja. Não só pelo seu pecado em si, mas também por todos os efeitos funestos que dessa “legislação” derivarão.

     Talvez o político consiga enredar as multidões como Lenine, Hitler, Mussolini ou Obama mas um dia, brevemente, terá de responder diante do Supremo Juiz, prestando rigorosas contas dos imensos crimes por que foi responsável.

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     Frei Nuno Serras Pereira, sacerdote franciscano e escritor, é uma das lideranças mais expressivas em Portugal, como pensador e militante, do movimento em defesa da vida.

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     NOTA DE SACRALIDADE:

    [1] O presidente de Portugal, o conservador Aníbal Cavaco Silva, anunciou em 17/05/2010 a promulgação da lei de casamento homossexual, aprovada em fevereiro. O chefe de Estado afirmou que optou por sancionar a lei porque devolvê-la ao Parlamento só causaria um atraso de sua entrada em vigor já que as forças de esquerda que a aprovaram não iriam mudar suas posições. Cavaco apresentou-se oficialmente como candidato do Partido Social Democrata (PSD), considerado de centro-direita, e tomou posse em 2006. Católico praticante, demorou várias semanas para tomar a decisão e a anunciou três dias depois da conclusão da visita do papa Bento XVI, que criticou esse tipo de uniões, ao país. Para justificar sua pusilanimidade alegou ainda que não quis "alongar inutilmente este debate" nem "desviar a atenção dos portugueses dos problemas que afetam gravemente a vida das pessoas".

     Cavaco Silva promulgou a lei, mas se mostrou em desacordo com ela. Seguiu o exemplo do presidente Lula da Silva, que se diz católico e socialista e se considera pessoalmente contrário à lei do aborto, embora a aprove e promova como medida de "saúde pública".

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