OBAMA E A CULTURA DA MORTE

 

Raymond de Souza

    

     Olá, amigos pró-vida!

     Dirijo-me em primeiro lugar aos que conheci nas palestras que fiz em setembro e outubro deste ano no Brasil, Portugal, Tanzânia, Moçambique e África do Sul. Visitei esses países a fim de estabelecer contatos com pessoas interessadas em defender a Cultura da Vida, em oposição à avalanche abortista que ameaça destruir o direito sagrado à vida em praticamente todos os países do mundo.

     Para os que ainda não me conhecem, cabe uma breve palavra de apresentação. Sou brasileiro de nascimento, cidadão australiano e resido nos Estados Unidos. Sou Diretor de Programações para os países de língua portuguesa no movimento Human Life International, que conta com movimentos afiliados em mais de 80 países. Apresento programas educativos na maior cadeia de televisão católica do mundo, a EWTN. Também sou Diretor do escritório para a Nova Evangelização do Santuário Nacional do Sagrado Coração de Jesus nos Estados Unidos. Para mais informações, visitem os sites: www.SaintGabriel.com.au  e www.Vida-Humana.org

     No trabalho de representação do Human Life International junto aos países de língua portuguesa, o meu objetivo é o de cooperar com as forças vivas dessas nações onde se fala a língua de Camões e de Nossa Senhora de Fátima, em defesa do primeiro direito natural comum a todos os homens, isto é, o direito à vida. Esta é a finalidade de Vida Humana Internacional.


Obama defende o aborto e o infanticídio

      Aqui nos Estados Unidos, a Cultura da Vida sofreu um grande baque com a eleição de Barack Hussein Obama, que poderá ser o presidente mais abortista da história dos Estados Unidos e provavelmente da humanidade, se excetuarmos Hitler, Stalin e Mao. A péssima influência da subcultura difundida pela indústria aborteira americana poderá aumentar ainda mais, se contar, como se pode prever, com o apoio dele à frente do governo americano.

      Pois Obama publicamente não apenas apóia todo tipo de aborto, mesmo o aborto do "nascimento parcial" (partial-birth abortion) no qual se suga o cérebro da criança no momento de nascer; mas também é a favor do infanticídio, pelo qual se deixa de lado crianças já nascidas e consideradas "indesejadas" para morrerem de fome e sede.

     É de espantar a ilogicidade, para não dizer insanidade, de muitos americanos que prestam a Barack Obama um tal culto de personalidade. Não há nisso um retrocesso ao período nazista? Seduzidos pela intensa propaganda midiática em torno de sua personalidade, as pessoas ficam a ponto de desconsiderar suas idéias malsãs a respeito da vida.

Hitler fascinou as multidões e subiu ao poder democraticamente

       O povo alemão democraticamente elegeu Adolf Hitler, o qual deu inteiro apoio a matança de quase 6 milhões de seres humanos, considerados "indesejados".

       Na época, a maioria do povo americano estremeceu de horror ao contemplar o resultado da cultura da morte. A História estaria a se repetir?

       Democraticamente o povo americano elegeu Barack Obama, o qual dá inteiro apoio a matança dos inocentes, que já contabiliza quase 60 milhões de seres humanos abortados nos Estados Unidos, considerados "indesejados". Mas, desta vez, os massacrados são crianças americanas!      

     O aborto nos Estados Unidos já assassinou dez vezes mais gente do que o holocausto de judeus ordenado por Hitler. E a maioria do povo americano que votou em Obama, sob efeito do forte impacto da propaganda eleitoral e o silêncio cúmplice de muitos líderes religiosos, não quis levar em conta o alto custo em termos de vidas humanas que tal escolha acarretará.

     Amigos, é preciso despertar os adormecidos, encorajar os mais fracos e dar inteiro apoio aos que lutam pela causa do Bem nas nações de língua portuguesa, para que se defendam da péssima influência da Cultura da Morte, oriunda principalmente do país mais poderoso do mundo.  Tudo indica que essa má influência crescerá e se difundirá ainda mais por toda a parte.

     Por outro lado, há também boas notícias: o Rev. Pe. Thomas Euteneur, Presidente da Human Life International, parabenizou publicamente mais de cinqüenta bispos americanos por suas declarações contrárias às atitudes de muitos neste país que se dizem católicos, mas que ignoram a Cultura da Vida. Merecem menção especial o Bispo da diocese de Sacramento (Califórnia), Dom Soto; de Denver (Colorado), Dom Chaput; de Baker (Oregon), Dom Vasa; de Dallas (Texas), Dom Farrell e Dom Vann; de Scranton (Pennsylvania), Dom Martino; de Wilmington, (Delaware) Dom Malloly; o bispo auxiliar de San Diego (California), Dom Cordileone e o Arcebispo Emérito de Saint Louis, Dom Raymond Burke, hoje Prefeito da Signatura Apostolica em Roma.

     Vida Humana Internacional espera e reza para que muitos outros bispos rompam o silêncio e cumpram sua missão de pregar a verdade inteira e sem jaça sobre a Cultura da Vida. "Eles são os nossos pais espirituais. Quando eles demonstram força, nós nos fortalecemos. Quando demonstram fraqueza, nós nos enfraquecemos - e os lobos atacam o redil" - disse o padre Euteneur.

     No curso de minhas visitas ao Brasil, Portugal e Moçambique e África do Sul neste ano, pedi a todos os que me ouviram em palestras, ou em entrevistas pelo rádio e televisão, que me enviassem seus endereços email e os de seus amigos também. Dessa forma, estabelecendo contato, poderemos realizar em conjunto a luta contra o aborto em defesa da vida dos inocentes, para formar uma frente única pela Cultura da Vida no mundo de língua portuguesa.

    Em breve Vida Humana Internacional deverá também expandir seu trabalho em Angola e nas ilhas-estado no Oceano Atlântico (São Tomé e Príncipe, Açores, Cabo Verde) e no Pacífico (Timor Leste e Macau), além de levar a sua mensagem às muitas comunidades portuguesas da América do Norte, Europa e África do Sul.

     A obra é gigantesca, mas se trabalharmos juntos em nossas respectivas áreas, com a ajuda de Deus teremos uma grande chance de assegurar nossa defesa, de garantir a sobrevivência de nosso povo, e de conservar a cultura cristã, ameaçados como estão pela Cultura da Morte. 

     Há um antigo ditado brasileiro que diz: "É conversando que a gente se entende". Comecemos então pela troca  de emails e vamos em frente, procurando encontrar meios de cooperar para o bem comum, apoiando-nos mutuamente em nossas várias iniciativas. Daqui dos Estados Unidos entraremos em contato com o maior número possível de defensores da Cultura da Vida em todos os países de língua portuguesa. Não deixem de nos enviar os endereços email de seus amigos, ou repassem a eles este email para que visitem nosso site e deixem seus emails cadastrados. 

     Um dos serviços em vias de expansão é dirigido especialmente a seminaristas, para convidá-los a participar da rede internacional dos "Seminaristas pela Vida". Agradeceria muito se me pudessem enviar os endereços email de seminários católicos e de seminaristas em qualquer país de língua portuguesa.

     Antecipo uma dessas formas de luta. Recebi de um brilhante intelectual brasileiro, Félix Maier, uma sugestão que considerei muito interessante. Confeccionar camisetas, faixas e adesivos para automóveis com a frase: "Aborto: aborte essa idéia assassina!". O que me dizem dessa idéia? 

     Atenciosamente, pela Cultura da Vida, 

     Raymond de Souza

 

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     Endereço do site Vida Humana Internacional.

      Vejam o vídeo no Youtube sobre a Marcha do Brasil sem Aborto de apenas 3 minutos.

 

 

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