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COMENTÁRIO PRÉVIO

 

André F. Falleiro Garcia

 

Geert Wilders

         O Site da Sacralidade publica hoje as duas primeiras partes de uma conferência realizada por Geert Wilders em Nova York em 25 de setembro de 2008. Trata-se de um jovem político holandês que de forma desassombrada empenhou-se em denunciar o processo de islamização de seu país e da Europa.

     É presidente do Partido da Liberdade. Foi ameaçado várias vezes de morte pelo islamismo radical e vive sob proteção policial. É um dos dois parlamentares holandeses que são conduzidos ao seu local de trabalho em veículos blindados e à prova de balas.

     O deputado chegou a afirmar que "se Maomé vivesse hoje aqui, eu proporia sua expulsão pelo seu extremismo". A embaixada da Arábia Saudita pediu informalmente que ele se desculpasse, mas ele recusou-se e o governo holandês acabou defendendo o direito de Wilders à liberdade de expressão.

     No país dos moinhos de vento e das tulipas o terrorismo islâmico produziu um clima de medo e crescente mal-estar. Causa preocupação o insucesso da política de integração da minoria muçulmana, que se cifra em um milhão entre os dezesseis milhões de habitantes. As previsões oficiais calculam que em 2020 metade da população das grandes cidades holandesas será muçulmana.

A ÚLTIMA FASE DA

ISLAMIZAÇÃO DA EUROPA *

 

GEERT WILDERS  

 

     Caros amigos.

     Muito obrigado por me terem convidado. É gratificante estar em Four Seasons (Quatro Estações). Eu venho de um país que tem uma só: uma temporada de chuvas que começa em primeiro de janeiro e termina em 31 de dezembro. Quando temos três dias seguidos de sol, o Governo declara situação de emergência nacional. Então, quatro estações é uma novidade para mim.

     É estupendo estar em Nova York. Quando vejo os arranha-céus e os edifícios com escritórios, penso naquilo que Ayn Rand disse: “O céu sobre Nova York e a vontade do homem se tornaram visíveis”.  É evidente. Sem o povo holandês vocês não estariam em nenhum lugar, ainda estariam calculando como comprar a ilha dos índios nativos. Mas estamos satisfeitos pelo que fizemos para vocês. E, francamente, vocês fizeram um muito melhor negócio que nós provavelmente teríamos feito.

     Venho para a América com uma missão. Não está tudo bem no Velho Mundo. Há um enorme perigo se aproximando, e é muito difícil continuar otimista. Podemos estar na fase final da islamização da Europa. Isto não é apenas um atual e evidente perigo para o futuro da Europa, é uma ameaça para todo o continente americano e para a própria sobrevivência do Ocidente. O perigo que vejo se aproximando é o cenário da América como o último guerreiro que sobreviveu em pé. Vejo os Estados Unidos como o último bastião da civilização ocidental, frente a uma Europa islâmica. Em uma geração ou duas, os Estados Unidos perguntarão a si mesmos: quem perdeu a Europa? Patriotas de toda a Europa arriscam suas vidas todos os dias para evitar, precisamente, que este cenário se converta em realidade.

     Minha breve conferência terá quatro partes. Em primeiro lugar vou descrever a situação no solo europeu. Em seguida direi algumas coisas sobre o Islã. Em terceiro lugar, se vocês ainda estiverem por aqui, falarei um pouco sobre o filme que vocês acabaram de assistir. Para encerrar, contarei alguma coisa sobre uma reunião em Jerusalém.

     Primeira parte: a islamização do continente europeu

     A Europa que conhecemos está mudando. Provavelmente vocês viram os monumentos famosos. A Torre Eiffel em Paris, a Trafalgar Square em Londres, os edifícios da antiga Roma e, talvez, os canais de Amsterdã. Ainda estão lá. Continuam tais quais eram cem anos atrás. Mas em todas essas cidades, às vezes, a poucas quadras do local para onde vão os turistas, há um outro mundo, um mundo que poucos visitantes observam, e que não aparece nos guias turísticos. É o mundo da sociedade paralela criada pela imigração das massas muçulmanas.

     Por toda a Europa uma nova realidade está se formando: vizinhanças muçulmanas inteiras, onde muito poucos europeus nativos residem ou ali são vistos, mas que, se ali estão, lastimam. O mesmo acontece com a polícia: pouco vista, se for vista, lamenta ter sido vista.  É o mundo das cabeças cobertas de véus, em que mulheres andam em volta de tendas, levando carrinhos de bebês, cercadas de um grupo de crianças. Seus maridos – ou senhores das escravas, se preferem – caminham três passos à frente.  

     Com mesquitas nas esquinas mais importantes. As lojas têm sinais que você e eu não podemos compreender. Você terá dificuldade de encontrar alguma atividade econômica que lhe interesse. São guetos muçulmanos controlados por religiosos fanáticos, bairros muçulmanos que estão se expandindo vertiginosamente em todas as cidades européias, e que são fundamentos para o controle territorial de crescentes áreas da Europa, rua por rua, bairro por bairro, cidade por cidade.

     Há milhares de mesquitas atualmente por toda a Europa. Com uma assembléia de fiéis maior do que a das igrejas cristãs. Em todas as cidades européias há planos para a construção de supermesquitas, que fariam parecerem anãs todas as igrejas da região. Claramente, sinalizam: nós dominamos.

     Uma quarta parte de muitas cidades européias já é muçulmana: acabam de tomar Amsterdã, Marselha e Malmo na Suécia. A maioria da população menor de 18 anos de idade é muçulmana em muitas localidades. Paris está rodeada de um anel de bairros muçulmanos. Mohammed é o nome mais popular entre os jovens de muitas cidades. Em muitas escolas do primeiro grau em Amsterdã as propriedades rurais não podem ser mencionadas, porque isso significaria uma alusão aos suínos, e seria interpretado como um insulto pelos muçulmanos [o Islã proíbe o uso da carne de porco na alimentação]. Muitas escolas estatais na Bélgica e na Dinamarca servem para todos os seus alunos as comidas de animais somente quando foram sacrificados na forma “halal” prescrita pela lei muçulmana.[1]  

     Em uma sempre tolerante Amsterdã os homossexuais são maltratados apenas pelos muçulmanos. E as mulheres não-muçulmanas rotineiramente ouvem dos muçulmanos: “prostitutas, prostitutas”. As antenas parabólicas não conectam as estações locais de televisão, mas as estações do país de origem. Na França, os professores das escolas são avisados de que não devem mencionar autores considerados ofensivos aos muçulmanos, inclusive Voltaire e Diderot. A história do holocausto judaico na II Guerra Mundial pode em muitos casos não ser ensinada, para não ferir a sensibilidade muçulmana. Na Inglaterra, tribunais muçulmanos que aplicam a lei da sharia já fazem parte oficialmente do sistema legal britânico.

     Muitos bairros, na França, são áreas de acesso proibido para mulheres que não portem o véu muçulmano. Semana passada um homem quase morreu depois de ser maltratado por muçulmanos em Bruxelas, porque estava utilizando bebidas alcoólicas durante o Ramadã. Judeus fogem da França em número recorde, para escapar da pior onda de anti-semitismo desde a II Guerra Mundial. O francês agora é falado habitualmente nas ruas de Tel Aviv e Netanya em Israel. Eu poderia prosseguir indefinidamente contando casos como esses. Casos da islamização da Europa.

     Um total de cinqüenta e quatro milhões de muçulmanos vive agora na Europa. A Universidade de San Diego recentemente calculou que uma surpreendente porcentagem de 25% da população européia será muçulmana daqui a doze anos. Bernhard Lewis previu que até o fim deste século a maioria será muçulmana. Estes são os números, mas os números não seriam ameaça se os imigrantes muçulmanos tivessem um forte desejo de se integrar. Mas há poucos sinais disso. O Centro de Pesquisa Pew informou que a metade dos imigrantes muçulmanos considera maior a sua lealdade ao Islã do que à França. Um terço dos muçulmanos franceses não se opõe aos ataques suicidas. O Centro Britânico para a Coesão Social informou que um terço dos estudantes muçulmanos britânicos estão a favor do califado espalhado por todo o mundo. Um estudo holandês relatou que metade dos muçulmanos holandeses admitem “compreender” os ataques do 11 de setembro.

     Os muçulmanos exigem o que eles chamam “respeito”. E é desse modo que lhes damos esse respeito. Nossas elites estão desejosas de dá-lo. Para entregarem-se a eles. Em meu próprio país temos sido convidados, por um membro do gabinete, a transformar os dias festivos muçulmanos em feriados oficiais do estado. Por declarações de um outro membro do gabinete, a reconhecer que o Islã é parte da cultura holandesa. Por uma palavra de ordem geral da Democracia Cristã, a aceitar a sharia nos Países Baixos se houver uma maioria muçulmana. Temos membros do gabinete com passaporte de Marrocos e da Turquia.

     As exigências muçulmanas são acompanhadas do comportamento ilegal, que vai desde as pequenas contravenções e violência à toa – por exemplo, contra os que trabalham em ambulâncias e os condutores de ônibus – até as arruaças de menor escala. Paris tem sido testemunha dos levantes nos subúrbios de baixa renda, a periferia urbana. Alguns preferem considerar que se trata de incidentes isolados, mas eu chamo isso de intifada muçulmana. Eu chamo esses agitadores de “colonizadores”. Porque é isso o que eles são. Eles não vêm se integrar em nossa sociedade, eles vêm integrar nossa sociedade em seus Dar-al-Islam.[2] Portanto, eles são colonizadores.

     Grande parte da violência urbana que mencionei é direcionada exclusivamente contra os não-muçulmanos, forçando muitos europeus nativos a abandonar seus bairros, suas cidades, seus países. Os políticos evitam tomar posição contra essa desagradável sharia. Eles acreditam na equivalência de todas as culturas. Além disso, para efeito prático, consideram que os muçulmanos agora são eleitores que não podem ser ignorados.

     Nossos inúmeros problemas com o Islã não podem ser explicados pela pobreza, repressão, ou pelo passado colonial europeu, como afirmam as esquerdas. Tampouco tem a ver com a questão palestina ou com a presença de tropas americanas no Iraque. O problema é o próprio Islã.

     Segunda parte: o que é preciso saber sobre o Islã

     Permitam-me apresentar um resumo do site educacional muçulmano Islã 101 (www.islam101.com). A primeira coisa que precisam saber sobre o Islã é a importância do livro do Alcorão. O Alcorão é a palavra pessoal de Alá, revelada por um anjo a Maomé, o profeta. Aqui é onde começam os problemas. Cada palavra no Alcorão é a palavra de Alá, e portanto, não é passível de discussão ou interpretação. É válida para todos os muçulmanos e para todos os tempos. Portanto, não existe algo como um Islã moderado. Claro, há uma grande quantidade de muçulmanos moderados. Mas não existe um Islã moderado.

     O Alcorão clama por ódio, violência, submissão, assassinato e terrorismo. Exorta os muçulmanos a matarem e aterrorizarem os não-muçulmanos, e a cumprir seu dever de fazer a guerra: a violenta guerra santa, a jihad. A jihad é um dever para todo muçulmano.  O Islã é a lei para o mundo: pela espada. O Alcorão é claramente anti-semita, descrevendo os judeus como macacos e porcos.

     A segunda coisa que vocês precisam conhecer é a importância do profeta Maomé. Seu comportamento é um exemplo para todos os muçulmanos, e não pode ser criticado. Agora, se Maomé tivesse sido um homem de paz, vamos dizer, como se Gandhi e Madre Teresa estivessem presentes em uma só pessoa, não haveria nenhum problema. No entanto Maomé foi um chefe guerreiro, um assassino de multidões, um pedófilo, e teve vários casamentos ao mesmo tempo. A tradição islâmica nos diz a forma como lutou nas batalhas, como assassinou seus inimigos e inclusive mandou executar prisioneiros de guerra. O próprio Maomé massacrou a tribo de judeus de Banu Qurayza. Ele opinou em matéria de escravidão, mas nunca aconselhou a libertação de escravos. O Islã não tem outra moral senão o progresso do Islã. Se é bom para o Islã, então é bom. Se é mau para o Islã, então é mau. Não há nenhum meio-termo ou um outro ponto de vista.

     O Alcorão como a própria palavra de Deus, e Maomé como o homem perfeito, são as duas mais importantes facetas do Islã. Que ninguém se engane a respeito do Islã enquanto sendo uma religião. Certamente ele tem um deus, e uma vida futura, e 72 virgens. Mas em sua essência o Islã é uma ideologia política. O Islã quer governar cada aspecto da vida humana. Islã significa “submissão”.  Não é compatível com a liberdade e a democracia, porque aquilo pelo qual ele luta é a sharia. Se você quiser comparar o Islã com algo, compare-o com o comunismo ou com o nacional-socialismo, que são ideologias inteiramente totalitárias.

     É o que vocês necessitam saber sobre o Islã, para compreender o que está acontecendo na Europa. Para milhões de muçulmanos o Alcorão e a vida de Maomé não tem 14 séculos de antiguidade, são uma realidade cotidiana, um ideal, um guia para todos os aspectos de suas vidas. Agora vocês sabem por que Winston Churchil considerava o Islã “a mais retrógrada força no mundo”, e por que ele comparava o Mein Kampf de Hitler com o Alcorão.

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     NOTAS:

    [1] Por exemplo, as aves brancas têm o seu pescoço cortado em forma de meia lua; o abate deve ser feito voltado para Meca etc.

    [2] Dar-al-Islam significa “a terra do Islã”, território controlado pelos muçulmanos, no qual a religião islâmica é prevalecente e se aplica a lei da sharia.  

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     * Publicado em: http://europenews.dk/en/node/14505

 

     Tradução: André F. Falleiro Garcia

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     Parte 3 e Parte 4:

     

 

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