Uma estátua faz uma advertência aos EUA

HO CHI MINH CHEGOU

NA CIDADE DO MÉXICO *

 

Toby Westerman * *

     

     A construção de uma estátua do líder revolucionário comunista vietnamita Ho Chi Minh, na Cidade do México, é uma grave advertência para os Estados Unidos no que diz respeito ao crescimento do poder e da influência da tirania esquerdista. A mídia norte-americana comprometida ignorou este evento, para a desgraça e perigo de todos os que amam a liberdade.

     Em 17 de janeiro de 2009, Marcelo Ebrard, prefeito da Cidade do México, inaugurou uma estátua de Ho, durante cerimônia assistida pelo embaixador do Vietnã no México, Pham Van Que. Este declarou que a estátua “demonstra uma mais próxima solidariedade e amizade” entre as duas nações.

     Ebrard interpretou essa “solidariedade e amizade” nos termos das sangrentas guerras travadas no Vietnã e associou o México com essas lutas. Afirmou que as “vitórias do povo vietnamita” não apenas ajudaram a mudar o Vietnã, mas também “a situação da humanidade”.[1]

     Essas supostas vitórias trouxeram de fato um brutal governo comunista para o Vietnã. Milhares de pessoas fugiram do regime comunista que triunfou após destruir o Vietnã do Sul. O governo estabelecido em Hanói ainda controla o país segundo o modelo do regime totalitarista. Persegue os dissidentes e, quando lhe convém, proíbe manifestações públicas das crenças religiosas.

     Conforme suas declarações, o prefeito da Cidade do México considera a luta em que os comunistas vietnamitas estiveram engajados como ainda em curso, e como algo em que ele também está engajado.

     Ebrard é um partidário do neomarxista Lopez Obrador, que esteve perto de se tornar presidente do México durante as eleições de 2006. Obrador considerou que a vitória eleitoral foi roubada dele, e recusou-se a reconhecer o vencedor Felipe Calderon como Presidente do México. Também Ebrard negou a legitimidade da vitória de Calderón.

     A estátua de Ho Chi Minh na Cidade do México acrescenta mais uma pincelada na paisagem do México esquerdista, composta por guerrilhas armadas de feição marxista e anarquista, por influentes organizações fundadas pelo neo-comunista presidente Hugo Chávez, e por redes operativas das Farc, o mais poderoso contingente narcoterrorista e marxista da Colômbia. Os cartéis da droga mexicanos vendem drogas produzidas pelas Farc, e delas compram armas.

     Membros das Farc também estão ativos nos Estados Unidos, muitas vezes trabalhando em parceria com membros dos cartéis mexicanos de droga. As armas e o treinamento proporcionado pelas Farc fizeram os cartéis de droga ficar em posição quase de igualdade com o exército mexicano.

     O destino do Estado mexicano é de importância vital para os Estados Unidos, porque as duas nações compartilham uma fronteira de cerca de 1.200 km, pela qual passam – legal ou ilegalmente – muitos milhões de dólares e de pessoas.

     A estátua de Ho Chi Minh brada uma advertência para o povo norte-americano. Vitórias comunistas ocorridas no passado na Ásia são o prelúdio para a derrota dos próprios Estados Unidos, na mente dos neo-comunistas atuais. Estes reivindicam um estado elitista dirigido pela comunidade que exige uma completa adesão e proíbe qualquer dissensão, e atuam com seus simpatizantes nos Estados Unidos.

     Ho Chi Minh e seus vietnamitas nunca derrotaram os Estados Unidos em um grande conflito militar. Os Estados Unidos abandonaram seus aliados do Vietnã do Sul quando os simpatizantes comunistas obtiveram sucesso ao vencer a guerra de propaganda contra o exército norte-americano, estigmatizando-o como composto de pessoas cruéis e assassinos de crianças, e contra o governo norte-americano, tachando-o de imperialista e colonialista.

     Na metade dos anos 70, esquerdistas no Congresso dos Estados Unidos esvaziaram o militarismo americano, destruíram a capacidade de inteligência de nosso país, e abandonaram à própria sorte o governo pró-ocidental do Vietnã do Sul. O resultado desta diplomacia no Vietnã foi uma política de opressão e morte para milhões.

     A estátua de um líder totalitário nos conclama para recordar para o quê nosso país se mantém em pé. E para, primeiro, reconhecer, e depois, agir contra uma nova onda de tirania e morte, tanto em nossas fronteiras quanto dentro de nossa própria nação. Com fé em Deus, nós poderemos assistir a vitória da verdade sobre os erros.     

 

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     * Publicação original em inglês: Ho Chi Minh Comes to Mexico City

     - Tradução: André F. Falleiro Garcia

    

     * * Editor do site norte-americano International News Analysis Today  –   http://www.inatoday.com          

 

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