ANÁLISE DA FRAUDE NA VENEZUELA

 

GRAÇA SALGUEIRO  *      

     

     Há tempo eu já havia comentado, por artigos meus ou do Alejandro Peña Esclusa, que o referendo por si só era uma coisa ilegal e inconstitucional, pois os venezuelanos já haviam decidido isto em dezembro de 2007 dando um rotundo NÃO a Chávez.

     Depois, como explicou o engenheiro Alfredo Weil no programa “Mesa de Análisis” conduzido por Marta Colomina, a votação eletrônica na Venezuela NÃO É AUTÊNTICA segundo as definições requeridas pela comunidade internacional que devem obedecer a 3 requisitos básicos:

     1. Imparcialidade do Conselho Nacional Eleitoral. Como sabemos, dos cinco reitores 4 são chavistas e 1 finge ser moderado;

     2. Transparência do organismo eleitoral – o árbitro -, no caso, o CNE;

     3. Garantia absoluta aos eleitores do segredo do voto. Weil desafiou os políticos presentes ao programa[1], a declararem se estes três princípios são respeitados nas votações que se realizaram na Venezuela nos últimos anos (especificamente o Referendo Revocatório de agosto de 2004 até 15 de fevereiro de 2009).

     Por outro lado, as denúncias de irregularidades e abusos não acabam de aparecer. Uma jornalista foi agredida, humilhada e presa porque foi reclamar que seu voto saíra “SÍ” quando sua opção era “NO”, a presidente da mesa não quis anulá-lo e ela, aborrecida e nervosa rasgou o comprovante. Acabou presa, como se pode ler aqui.[2]

     O representante de “Ojo Electoral”, Carlos Genatios, denunciou que mais de 16% das mesas estiveram abertas depois das seis da tarde sem que houvesse pessoas na fila. A esse respeito, cabe explicar que faltando poucos dias para o pleito a presidenta do CNE, Tibisay Lucena, anunciou que o horário para a votação, que antes encerrava às 4 da tarde, seria estendido até às 6, não justificando o motivo da elasticidade mas agora vocês poderão compreender.

     A fraude foi cometida depois das 4 da tarde, quando o NÃO superava o SIM por mais de 10.5%, conforme pode-se constatar no gráfico. Vale salientar que este gráfico foi apresentado em um site chavista que não tem nome.[3] Eles são tão burros que nos ofereceram de mão beijada a prova de seu próprio crime! Observem o comportamento da curva depois das 4 da tarde.

     Com relação às máquinas de votação, foi colocado previamente em todas elas um sistema secreto WI-Fi (conexão inalambrica wireless – fraude eletrônica através de chip) que estava funcionando desde o começo das votações. Portanto, a conexão com a CANTV (operadora de telefonia e internet estatal) depois da totalização das atas era irrelevante. Daí a segurança dos chavistas antes das seis horas da tarde; a tranqüilidade de Chávez e de sua militância – que eu percebi no dia da votação e comentei aqui -; o ato falho de Chávez ao declarar no seu histérico discurso depois do anúncio do CNE que “à tarde agradeceu a Deus pela vitória” - à tarde como, se a votação foi até às 6 da noite? -; e a rapidez com que Fidel Castro enviou suas felicitações, ANTES mesmo de ser anunciado oficialmente o resultado pelo CNE.

     Além disso, próximo de cada centro de votação havia um sistema de rastreamento de WI-Fi colocado em um veículo que recebia a informação de cada máquina, e daí era retransmitida para uma CPU (Unidade Processadora Central localizada no Palácio Branco na Sala de Operações de Miraflores). Por isso eles sabiam permanentemente o comportamento do processo eleitoral, já que era muito fácil por serem apenas duas opções. Esse sistema de operação inalambrica não pôde ser aplicado nas eleições de 27 de novembro passado, porque elas eram muito complexas e havia muitos candidatos para as escolhas.

     O chip usado para o sistema WI-Fi é o modelo WRT 1800N X2 Linksys de fabricação canadense, o último do gênero. Esse sistema será usado, já aperfeiçoado, nas eleições de 2012, daí a segurança de Chávez em conquistar a vitória com tanta antecedência. As atas assinadas são a prova fidedigna da FRAUDE ELETRÔNICA ELEITORAL.

     Após tantas provas apontadas antes e depois da eleição, ainda há os que acreditam na transparência do pleito e no “espetáculo da democracia” da Venezuela “roja rojita”. Se por democracia se entende apenas o “direito” de ir votar, Cuba seria modelo de democracia porque, desde o início da ditadura há eleições de 5 em 5 anos. Mas quem dentre esses governos comunistas quer saber disso? Eles apenas seguem à risca o preceito gramsciano de usar a democracia para destruí-la desde dentro. É bom os brasileiros ficarem de olhos abertos porque isto não é impossível de acontecer aqui, considerando que o PT NÃO vai sair do poder e a terrorista e ladra Dilma Rousseff tem todas as ferramentas para dar continuidade a esta afronta de nos implantar, na marra, uma ditadura comunista como a que hoje se instalou de direito e de fato na Venezuela. Este é sonho de Fidel, de Lula e do Foro de São Paulo. Fiquem com Deus e até a próxima!   

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    [1] http://venezuelanoticia.com/archives/11035#more-11035

     

    [2] http://observatoriobrasileno.blogspot.com/

     

    [3] http://www.150209no.com/

     

 

     * Graça Salgueiro é editora dos blogs Observatorio brasileño e Notalatina

 

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