Caos apático e factual

na revolução tribalista peruana

 

André F. Falleiro Garcia

 


Indígenas peruanos bloquearam estradas e emboscaram policiais. O país ficou estarrecido com a violência.

     Esclarecer é a melhor atitude de luta, para os que se opõem à guerra psicológica revolucionária. Tarefa que se torna ainda mais oportuna e necessária à medida que penetramos na Idade do Caos.

     Na luta contra o caos é de primordial importância manter acesas as lamparinas da razão que se apagam. Quando o lumen rationis bruxuleia, perde-se a possibilidade de compor um quadro de conjunto coerente e esclarecedor a respeito dos acontecimentos. "Não leio mais os jornais, não se entende mais nada. Não vejo mais telejornais, só destacam casos de violência, desastres e coisas ruins. O caos está tomando conta do dia a dia em nosso país". Grande número de pessoas diz ou pensa isto. É hora de reacender as luzes da mente nos que estão confusos e não conseguem compreender o que se passa com o mundo e com eles próprios, para esclarecê-los e orientá-los.

     Com essa intenção agora vamos abrir as entranhas do caos e expô-las à consideração dos leitores. Para tornar ainda mais concreto esse conhecimento, ao final faremos aplicação ao movimento tribalista indígena peruano.

     Caos apático e caos factual

     Enquanto estão sendo agredidas pela realidade dos fatos chocantes, incontáveis pessoas em todo o mundo apontam, indignadas, o vilão que convulsiona tudo: o caos. Passada a turbulência, resta nelas certa memória vivencial do que passaram, mesmo quando não houve retorno à situação de inteira normalidade. De modo paradoxal a lembrança impactante do caos agressor é paulatinamente amortecida e substituída pela sensação de que essa experiência faz parte da vida moderna. Mesclam-se no subconsciente coletivo duas vivências: a de que o dia-a-dia comporta certa dose habitual e rotineira de caos, e a lembrança gradualmente atenuada do episódio caótico contundente.

     É o que podemos constatar no comentário feito por um jornal de renome a propósito do caos aéreo de 2007 nos aeroportos brasileiros: "Um bom exemplo de desastre provocado por esse modelo inadequado de gestão é o da Agência Nacional de aviação Civil (Anac), estruturada no governo Lula a partir de uma diretoria incompatível com a função do órgão. Foi preciso haver o caos aéreo de 2007 para a profissionalização da agência, hoje um modelo de defesa do usuário do serviço público sob concessão".[1] Quer dizer, feitas as contas, o vilão não é tão mal quanto se pensou, e até contribuiu para as coisas melhorarem!

     Atuam esses dois vetores do caos — o habitual e o episódico — cada um a seu modo, sobre a psicologia e os estados temperamentais e tendenciais do homem contemporâneo. Através de vários mecanismos — a mídia tem papel destacado nesse processo — essa atuação diferenciada modela a opinião pública e o temperamento público.

     O que mais chama a atenção da opinião pública e dos analistas políticos é o caos factual e episódico. Neste, o bombardeio midiático multiplica por mil o impacto de fatos por si mesmos chamativos e chocantes. Sem dúvida tem grande importância para o avanço do processo revolucionário na forma concreta de sua atuação na atualidade.

     Todavia incorreria em grave equívoco o analista político-social que se limitasse à consideração do caos factual e episódico. Pois não menos importante é o caos apático e habitual. Neste, avultam o estado de anestesia psicossocial generalizado enquanto se processam alterações que comprometem gravemente o interesse da nação, a indolência e a passividade diante de situações clamorosas, a indiferença e a cumplicidade diante de espantosas mudanças de hábitos e costumes, a atonia quando os direitos e interesses individuais e coletivos são ofendidos ou suprimidos.

     Nos períodos breves de caos factual, as pessoas podem ficar crispadas, confusas, amedrontadas, desanimadas. Intensifica-se a sensação de insegurança pessoal, de extrema fragilidade das instituições, de impunidade generalizada e corrupção irremediável, de quebra dos padrões comportamentais, critérios e valores.

     Nos longos períodos de caos apático, sedimenta-se nas mentalidades a impressão de que o caos faz parte do ambiente do mundo atual, e que a normalidade e o bom senso devem abrir espaço para o caótico e o nonsense sentarem-se à mesa e participar do convívio harmônico de todos os dias. Até é considerado criativo: capaz de impulsionar o progresso social e de ser um dos elementos construtores da pós-modernidade. Pois dele não se pode escapar, e com ele é preciso saber se relacionar.

     A criação desse estado de espírito é um dos êxitos mais notáveis da guerra psicológica revolucionária. A visão do sucesso que alcançam os atuais demolidores do Estado, da Sociedade e do Homem, causaria inveja aos revolucionários mais sagazes e radicais de outrora! Nunca antes estiveram tão abalados os órgãos governamentais e as instituições sociais, nem tão agredidos o senso do ser e os primeiros princípios da razão natural.

     Enquanto o caos factual espanca a opinião pública e se torna malvisto, o caos apático chega a ser considerado benfazejo e harmônico. Não se trata da verdadeira harmonia que procede do estado de boa ordenação das coisas, mas de contraditório sentimento de bem-estar em face das mazelas caóticas, de atitude de displicência, tolerância e indiferença inexplicáveis.

     A estranha insensibilidade induzida, mediante a qual é possível a manutenção no dia a dia do caos apático, cede lugar, de tempos em tempos, à exacerbação da sensibilidade durante os choques impactantes do caos factual. Aí está uma das chaves da Revolução Cultural que permitem a compreensão da dinâmica revolucionária na fase histórica em que vivemos. Antes de focalizarmos o caso peruano é oportuno apresentar uma visão de conjunto da marcha do processo revolucionário de modo a estabelecer a conexão do caos com o comunismo e o socialismo.

     O caos e a estratégia neocomunista

     O que foi dito causa espanto e desconcerto em leitores comuns ou mesmo em analistas políticos que se apegam a uma concepção clássica e engessada do socialismo e do comunismo. Não se dão conta de que a realidade apresenta surpreendente modificação na práxis revolucionária: novas vias, novos métodos, nova meta.

     O público em geral considera que o estado caótico irrompe de modo espontâneo e natural, como fruto de situações de desordem ou desagregação no plano coletivo e individual. Os especialistas vão mais além. Concebem o caos como artifício tático usual nas revoluções. Uma eventualidade tática entre muitas outras. Mas não mais que isso. Não o compreendem como novo método e sobretudo nova meta revolucionária. Custa-lhes aceitar que o caos induzido enquanto método agiliza a implantação do neocomunismo anárquico através do desmantelamento das estruturas institucionais e psicológicas do Estado, da Sociedade e do Homem. Custa-lhes ainda mais compreender que o neocomunismo anárquico e o caos enquanto metas podem se confundir, de tal modo se postulam um ao outro na utopia socialo-comunista. Não obstante, ao invés de construírem uma explicação racional a partir da observação da realidade, como preconiza o método tomista, esses simplistas consideram encerrada a questão quando pontificam: nem Marx nem Lênin fizeram menção ao caos apático ou ao caos factual!

     Já publicamos artigo sobre as três fases da marcha processiva comunista.[2] Na primeira, Lênin e depois Stálin governaram seus impérios com mão de ferro e adotaram, para a estratégia expansionista do comunismo, a tônica da violência, valendo-se de guerras, golpes de Estado, levantes populares, luta de classes, guerrilhas etc. Mas o impasse a que chegou essa expansão — partidos comunistas anões e insucesso fragoroso na via eleitoral — levou seus dirigentes a reformularem, ainda nos tempos da Guerra Fria, a sua estratégia. Para a demolição do Ocidente passaram a promover a guerra psicológica revolucionária total, envolvendo todo o homem e o contexto político-social em que está inserido.

     A segunda fase — o neocomunismo — foi aberta pelo novo déspota do Kremlin, Nikita Khrushchov, que encomendou a Pablo Picasso a pintura da pomba da paz, símbolo neocomunista de grande aceitação nos ambientes superficiais do Ocidente. Sem que tenham abandonado a doutrina e o método marxista-leninista, os dirigentes comunistas priorizaram então uma atualização que fora preconizada pelo teórico marxista Antonio Gramsci (1891-1937). Na fase gramscista, a partir de 1958-1960, o comunismo passou por uma metamorfose ou primeira Perestroika. O neocomunismo gramscista não perseguiu a Igreja. Depois de promover a infiltração das idéias comunistas nos meios católicos, serviu-se da estrutura eclesiástica e dos chamados leigos engajados. O neocomunismo gramscista soube muito bem avançar com o concurso do socialismo cristão, Teologia da Libertação, opção preferencial pelos pobres, Comissão Pastoral da Terra, Conselho Indigenista Missionário, Comunidades Eclesiais de Base etc.

     Vivemos agora a terceira fase da marcha processiva comunista. Nela se destacam o caos apático e o caos factual. Consideramos que a entrada em cena do caos apático nos acontecimentos se deu com o desfecho da Guerra do Vietnã em 1975. A pouca reação dos ocidentais neste caso evidenciou enorme apagamento da luz da razão natural. A maior potência militar mundial perdeu de modo inexplicável e injustificável a guerra na qual, a partir de certo momento, se deixou guiar pela absurda estratégia de não vencer, a no-win strategy. E na mesma época os episódios da suposta independência e libertação de Angola e Moçambique, até então colônias portuguesas, foram acompanhados num clima psicológico marcado pelo estado de anestesia psicossocial generalizado, indolência e passividade, indiferença e desinteresse, enfim, pela atonia mundial. Desde então a presença do caos apático é uma constante na moldagem da opinião e do temperamento público.

     Como deixamos assinalado em artigo sobre as mutações cromáticas do comunismo,[3] a entrada do caos factual inaugurou o ciclo dos fatos consumados impactantes. Os anos 80 e 90 foram marcados pela Perestroika de Gorbatchev (1985), a queda do Muro de Berlim (1989) e a dissolução da URSS (1991). O edulcoramento do comunismo aos olhos da opinião pública, obra de estratégia de longo prazo, iniciada por Nikita Khrushchov, alcançou inegável sucesso com Gorbatchev. Conseguiu convencer o Ocidente de que o comunismo morreu e tornou-se coisa do passado. O efeito criteriológico desse lance foi tal, que conseguiu indispor psicologicamente a opinião pública ocidental contra todos os movimentos e lideranças anticomunistas que consideram Putin e o suposto capitalismo comunista chinês como ameaças à liberdade.

     Na fase do caos factual os acontecimentos surgem dotados de dinamismo próprio, capaz de impulsionar grandes e históricas mudanças. Aparecem ventos novos, supostamente espontâneos, que desencadeiam fatos impactantes que, por sua vez, são amplificados pela mídia e aceleram a marcha do processo revolucionário. Assim, o caos factual não interrompe as maquinações do neocomunismo, mas funciona como acelerador episódico, mas freqüente, de sua marcha processual, que é lenta e gradual no ambiente caótico apático.

     As entranhas agitadas e cheias de surpresa da realidade então se transformam numa máquina produtora de um caos considerado criativo, que invade espaços antes ocupados pelo clima de ordem e harmonia no interior da pessoa humana, nas instituições sociais e nos órgãos governamentais. Como explicamos acima, o turbilhão factual pouco a pouco se atenua e se transforma no magma apático. Bandeiras revolucionárias que não venceram durante o vagalhão factual, triunfam na fase do caos apático, ao serem assimiladas e incorporadas pelo Estado e a Sociedade.

     Por isso, é muito importante que os formadores da opinião realizem o esclarecimento público no calor dos fatos consumados impactantes. Mas não podem depois cruzar os braços e repousar sobre os louros da vitória passageira; se o fizerem serão inexoravelmente derrotados no período do caos apático.

     Caos apático e factual na revolução tribalista peruana

     Está em curso na Ibero-América um projeto comuno-tribalista de porte continental. Sua contínua demolição visa a construção, em seu lugar, da Nossa América, ou Nuestra América, o continente sonhado pela utopia neocomunista e pela corrente neomissionária tribalista.

     O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do movimento comuno-missionário. Quando se reúnem no Peru na Cúpula Continental dos Povos Indígenas, que já está na sua quarta edição, tratam da construção da Nossa América. Ou Nuestra América. Mas adotam também o uso corrente do nome indígena Abya Yala.

     Em certos momentos, parcelas continentais parecem estar em chamas. São os momentos de caos factual impactante. Depois, atenuada a voragem das chamas, prossegue sem tanto alvoroço a demolição gradual de suas estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. É quando o caos apático manifesta sua tremenda capacidade demolidora.

     Construtores e demolidores se empenham na realização de tarefas entre si inconciliáveis. O que prevalecerá em nosso continente: a restauração da sacralidade ou a instauração do caos? A América desaparecerá e dará lugar à Abya Yala? Estas questões cruciais foram apresentadas já no segundo artigo que publicamos neste espaço.[4]

     Na IV Cúpula Continental de Povos Indígenas, realizada de 27 a 31 de maio último, foi lida mensagem enviada por Evo Morales: “Este é o momento para que todos saibam que a nossa luta não termina, que da resistência passamos à rebelião e da rebelião à revolução”.

     Não foram palavras vazias nem flores de retórica populista. Evo Morales usou linguagem direta. Como na 7ª Cúpula da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), realizada em 16/04/09, quando confessou: "Cuba foi expulsa por ser leninista, marxista, comunista. Eu quero dizer aos membros da OEA, aqui, eu quero declarar-me marxista, leninista, comunista, socialista. E agora, que me expulsem, quero que me expulsem da OEA. Não se pode crer que, por ser marxista leninista, me expulsem da OEA."[5]

     Evo Morales é o mais emblemático representante do comuno-tribalismo. Recebida sua palavra de ordem, logo em seguida começou a rebelião e revolução. Cerca de dois mil indígenas que bloqueavam desde abril a estrada peruana de Bágua Grande, no departamento de Amazonas, enfrentaram policiais. No dia 5 de junho elementos armados emboscaram e mataram nove agentes policiais. De imediato, algumas rádios de Bágua, controladas pela esquerda católica, começaram a espalhar a notícia de um “massacre” de “centenas de indígenas indefesos” pelos policiais. Tal boato, repetido pelas agências noticiosas internacionais, em questão de minutos deu a volta ao mundo... Outros policiais que guarneciam uma estação de petróleo a dezenas de quilômetros de Bágua foram brutalmente chacinados por indígenas, que ouviram as versões incendiárias dessas rádios. No total, morreram 24 policiais e nove índios.[6]

     A violência do episódio assombrou o Peru. O principal líder indígena convocou à "insurgência". Mas as forças policiais garantiram a ordem e a revolução abortou. Uma juíza peruana depois pediu o auxílio da Interpol para a prisão e extradição do líder indígena Alberto Pizango, asilado na Nicarágua desde junho. E de mais dois outros, pelo mesmo motivo de incitação à violência nos acontecimentos de Bágua. Após um longo debate no Congresso, os decretos do presidente Alan García, que serviram de pretexto para a insurgência indígena, foram revogados por 82 votos a favor, 14 contra e nenhuma abstenção. O presidente, em discurso transmitido pela televisão, afirmou que foi um erro não ter consultado as comunidades indígenas antes de promulgar os decretos sobre o uso dos recursos naturais da Amazônia peruana. E disse que o objetivo do governo era de ordenar a exploração dos recursos florestais e preservar o meio ambiente, e que a legislação não afetaria as terras das comunidades indígenas.[7]

     A investida do caos factual peruano foi superada. Daqui a algum tempo — meses ou anos — poderá vir nova onda provavelmente maior do que a que se viu nos acontecimentos de Bágua. Os dados que dispomos neste momento não são suficientes para antecipar um balanço cabal da fase de caos apático que está em curso. De um lado, a atuação da juíza foi oportuna e salutar; de outro, Alan García e os congressistas demonstraram espírito de conciliação. Prevalecerá o espírito de concessão face ao comuno-tribalismo? Ou o exemplo da resistência hondurenha moverá os peruanos a erguerem barreiras eficazes contra o caos? De uma coisa temos certeza: agora não é hora de remanso.

     A revolução tribalista não se reduz a mero fenômeno interno peruano. Recebe também impulso de fora, notadamente dos líderes do socialismo bolivariano, como a atuação do ditador cocalero da Bolívia tornou patente. Para além dela, está o projeto comuno-tribalista continental, que deve ser confrontado no plano ibero-americano. Ontem mesmo noticiou-se que um grupo de colombianos e venezuelanos, através do blog "No más Chávez", convocou para o próximo 4 de setembro um protesto mundial contra Hugo Chávez. Dizem eles: "O mundo inteiro já se cansou de Hugo Chávez. Estamos cansados de que nos insulte, insulte a América Latina e o mundo, e nos imponha através de mentiras, medo e má educação sua revolução anacrônica e delirante". As marchas de protesto que levaram milhões às ruas da Colômbia e de outras nações ibero-americanas no início do ano passado, em repúdio às Farc, também começaram com uma convocação feita por um blog colombiano.

     A América se aproxima do momento decisivo em que terá que decidir se rompe com o neocomunismo tribalista para retornar às vias da civilização cristã, ou se aceita ser demolida e transformada na Abya Yala da utopia comuno-tribalista. A conjunção de esforços de todos os que se opõem ao socialismo bolivariano e ao movimento neomissionário tribalista passa a ser, nessa conjuntura, questão de importância capital.

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     Notas:

 

    [1] Estado de Minas, editorial, 27/08/09.

    [2] A Marcha do Caos Factual.  

    [3] Variações cromáticas do socialismo e do comunismo.  

    [4] Sacralidade ou Caos? A América escolhe o seu rumo.

    [5] Evo: "quero me declarar marxista, leninista, comunista, socialista".

    [6] O Peru na mira da neo-revolução pseudo-indígena.

    [7] Peru pede à Interpol prisão de líder indígena acusado de protestos. Folha de São Paulo, 28/08/2009.

 

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