UMA FACHADA PARA

A LOJA GLOBAL

 

Juan C. Sanahuja

    

     Dentre os grupos de pressão que promovem a nova engenharia social anticristã, em julho passado apareceu mais uma vez na imprensa The Elders (Os Anciãos), um grupo criado pelo sul-africano Nelson Mandela, e sustentado pelo milionário Richard Branson (Virgin Group) e pelo músico Peter Gabriel (The Peter Gabriel Foundation), ambos ingleses, os quais apenas para o lançamento da loja, em 2007, arrecadaram 9 milhões de libras esterlinas [1].

     Segundo a informação oficial, The Elders são "um grupo independente de eminentes líderes globais, reunidos por Nelson Mandela, que oferecem sua influência coletiva e experiência para apoiar a consolidação da paz, ajudar a solucionar as principais causas de sofrimento humano e promover os interesses comuns da humanidade".

Após sua libertação em 1994, Mandela continuou a professar a crença comunista. Na foto, está ao lado de Joe Slovo, presidente do Partido Comunista Sul-Africano

     Em 2 de julho passado, The Elders anunciaram publicamente que se dedicariam a forçar uma mudança nas "religiões tradicionais", para que permitam que as mulheres se convertam em ministros, sacerdotes e bispos, como primeira ação de seu programa Igualdade para Mulheres e Garotas (Equality for Women & Girls).

     E apelam a todos os líderes para que "promovam e defendam direitos iguais para mulheres e meninas". Em particular, pedem aos líderes religiosos e tradicionais para "dar o exemplo e mudar todas as práticas discriminatórias dentro de suas próprias religiões e tradições".

     O porta-voz desta iniciativa é o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, que recentemente abandonou a Convenção Batista do Sul após 60 anos de participação na qualidade de membro, por causa do tratamento que ali davam para mulheres e meninas. E anunciou que se reuniria com o ex-secretário geral da ONU Koffi Annan, o bispo anglicano Desmond Tutu, o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso e outros membros dos Elders, para lutar a fim de que as religiões não discriminem a mulher.

     Contatos com sociedades análogas

     O novo grupo mantém estreito relacionamento com o European Council on Foreign Relations, através de seu co-diretor, Mabel van Orange, que também é dirigente executivo dos Elders. Mantém vínculos com o Open Society Institute do bilionário George Soros.

     Os 12 Elders


Desmond Tutu fez a saudação comunista no Forum Nacional para a Consciência Negra em 1983

     Os Elders foram fundados em 2007 por iniciativa de Nelson Mandela [2]. Ele e outros onze "líderes globais" constituem as cabeças visíveis do grupo. Entre os doze estão vários líderes da internacional do aborto e dos grupos homossexuais, como também promotores da religião universal, através de grupos com variados objetivos, como a Ética Planetária, Carta da Terra, Aliança das Civilizações etc. Além de Mandela, também são membros:

     — Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU; promotor do aborto e do homossexualismo;

     — Ela Bhatt, da Índia, recebeu o Right Livelihood Award, considerado uma espécie de Prêmio Nobel da Paz alternativo;

     — Lakhdar Brahimi, da Argélia, ex-assessor especial do secretário-geral da ONU (2004); membro de outro grupo de pressão de líderes políticos, a Global Leadership Foundation;

     — Gro Brundtland, ex-primeiro-ministro da Noruega; organizou a Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, ex-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), fundadora da Comissão de Governabilidade Global; abortista, e pró-homossexualismo;

     — Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, fundador da Comissão de Governabilidade Global [3];

     — Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos, fundador da Comissão de Governabilidade Global;

     — Graça Machel, terceira mulher de Nelson Mandela;

     — Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e ex-Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU; promove o aborto e o lobby internacional homossexual, uma das forças propulsoras da Ethical Globalization Iniciative;

     — Desmond Tutu, bispo anglicano abortista e pró-homossexualismo;

     — Muhammad Yunus, criador do Grameen Bank [4];

     — Aung San Suu Kyi, ativista política da Birmânia/Mianmar.

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     NOTAS:

    [1] Mais informações sobre os dois doadores britânicos aqui.

    [2] A primeira lista em 2007 incluía Li Zhaoxing, ex-ministro das Relações Exteriores da China comunista, como membro.

    [3] Para mais informações, ver J. C. Sanahuja, El Desarrollo Sustentable. La Nueva Ética Internacional, Vórtice, Buenos Aires. Ademais, Ipojuca Pontes relatou no artigo PSDB do PT entrevista concedida por FHC ao OESP, publicada em 13/01/08:

     "No final da entrevista, rempli de soi-même, FHC deita e rola no regorjeio da boa-vida que leva, de fato, sua especialidade. 'Eu me distraio por aqui', diz ele. 'O Mandela criou um grupo — The Elders (mais velhos) — do qual faço parte'. Entre os companheiros da banda do Bico-Doce, a trombetear caminhos socializantes para a humanidade, despontam o arcebispo apóstata Desmond Tutu, o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, tido como 'delegado das causas radicais', e o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o velho malandro que propiciou ao filho — Kojo — negociata grossa e lesiva aos cofres da Organização."

    [4] O banqueiro e economista de Bangladesh, Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz de 2006, atualmente é um ex-membro dos Elders. Desmond Tutu anunciou em 21/09/2009 que Martti Ahtisaari, prêmio Nobel da Paz de 2008, mediador internacional e ex-presidente da Finlândia, passou a fazer parte dos Elders. Dessa forma o simbolismo dos 12 membros foi mantido, com 2 membros honorários (Mandela e Aung San Suu Kyi) e mais 10 outros Elders. Ver aqui.

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     Artigo publicado por Juan C. Sanahuja com o título Nelson Mandela, máscara de otra logia.

     Tradução: André F. Falleiro Garcia.  

 

 

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