DIREITA VOLVER, SR. VESPUCIO
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Walter Javier Arrázola Mendivil
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Erros
estratégicos e insucessos nas urnas preocupam Morales, Zelaya, Cháves e outros bolivarianos
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Ao contrário dos governos, a sociedade na América Latina está dando ao mundo importantes lições de cidadania e liberdade. Está cansada de ver como os movimentos populistas, neocomunistas e pseudo-indigenistas — encabeçados por Hugo Chávez e ideados pelo aparato ideológico e de inteligência do castrismo — seqüestraram as débeis democracias da região.
Os golpes de Estado já não se fazem com as armas, mediante o terrorismo ou a insurreição de outrora. Agora são golpes "light", direcionados a solapar as instituições basilares do Estado, que convocam Assembléias Constituintes sob violenta pressão das massas manipuladas ideologicamente. Uma vez cooptada pela burocracia, a modificação total da Constituição é a via para implementar a reeleição indefinida, receita acompanhada do apoio financeiro do narcotráfico e dos petrodólares de Chávez, o que tem permitido à esquerda promover na América Latina processos de captura do Estado [1].
Hoje a sociedade latino-americana está saindo às ruas e às urnas para recuperar a democracia. Sim: às ruas. Tudo começou com Honduras [2], que disse não ao projeto totalitário chavista e à ingerência dos Estados Unidos.
Domingo passado (25/10), no Uruguai, o candidato do Foro de São Paulo, José Mujica, não pôde ganhar as eleições presidenciais. Mujica (Frente Ampla) obteve 47% dos votos, frente a uma porcentagem similar alcançada pelos candidatos de centro-direita, Luis Alberto Lacalle (Partido Nacional, 30%) e Pedro Bordaberry (Partido Colorado, 17%). Bordaberry anunciou seu apoio, na mesma noite, e estará junto com Lacalle para o segundo turno que se realizará em 29 de novembro.
E nesse mesmo dia haverá eleições em Honduras, nas quais os hondurenhos dirão não ao império em decadência, ao petro-narcotráfico de Chávez e ao servilismo da OEA. Dia em que dirão sim à liberdade e à democracia. Um povo contra os governos e estados cúmplices, mas acompanhado pela razão e pela causa justa, e ao lado de Deus.
No Uruguai — assim como na Argentina, mas com outra estratégia — os terroristas dos anos setenta pretenderam anular mediante um referendo, a Lei da Caducidade, a anistia que amparava os militares que atuaram contra o MLN-Tupamaros (ao qual pertenceu Mujica). Mas este intento foi rejeitado pelo voto popular. Significa que os uruguaios rejeitaram a agenda de vingança dos guerrilheiros da Frente Ampla, que só queriam a revanche retroativa contra aqueles que os venceram pelas armas. Os uruguaios preferiram deixar para trás os enfrentamentos do passado.
Na Nicarágua as coisas não estão saindo nada bem para Hugo Chávez. A pretensão de Daniel Ortega — de conseguir mais uma reeleição [um terceiro mandato] — encontrou ampla rejeição dentro e fora do país. Hoje começam a ser justificadas as ações de Honduras por aqueles que as criticaram. Contrasta a atitude "diligente" da OEA no caso Honduras, com a manifesta indolência que apresentou diante do golpe dos sandinistas. Quanto mais contrastantes as duas atitudes, tanto mais ficam desmascarados Insulza e seus aliados fabricantes de golpes "light".
Nesta semana, o Brasil definirá o ingresso da Venezuela no Mercosul, na Comissão do Senado que estuda o tema. Que dirão os militares brasileiros das milícias civis de Chávez e da conformação de exércitos conjuntos?
Não ingressar no Mercosul seria a quarta derrota de Chávez em menos de dois meses. A primeira em Honduras, a segunda no Uruguai, a terceira na Nicarágua e a quarta no Brasil.
E ainda pode vir uma quinta derrota para Chávez, talvez a mais dura delas: na Bolívia, onde aparecem cada vez mais evidências da responsabilidade direta do governo na execução de três jovens europeus em Santa Cruz, assassinados enquanto estavam alojados no Hotel Las Américas [3].
São esperadas ações judiciais a serem interpostas contra o governo de Evo Morales, não só pelos familiares das vítimas, como também pelos governos da Hungria e Irlanda. Ademais, o mundo já compreende e vê a execução desses jovens como uma continuação do massacre de Pando [4], planejada pelo próprio governo boliviano para depor o prefeito desse departamento, Leopoldo Fernandez [5], acusando-o de genocídio. Fernández encontra-se detido há mais de um ano no cárcere sem que tenha sido iniciado seu julgamento. Com estas ações, o governo de Morales persegue os opositores ao seu regime.
As eleições presidenciais na Bolívia serão realizadas no domingo, 6 de dezembro, uma semana depois do segundo turno do Uruguai, onde a coalização de centro-direita entre o Partido Nacional (Blanco) e o Partido Colorado poderá consolidar a vitória de Lacalle.

Direita volver, Sr. Américo Vespucio
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É bom esclarecer que ainda que Mujica venha a ganhar a eleição, não governará com facilidade, já que existe um equilíbrio de forças no Congresso. Como sempre, o Uruguai equilibrado. O que ainda falta consolidar já não é mais o Legislativo, mas o Executivo. Um segundo turno de muita tensão.
Se ganhar, Lacalle dará otimismo à sofrida oposição boliviana, e à desalentada sociedade civil que não tem quem a oriente, então se encherá de confiança para tentar um segundo turno, no qual se possa articular uma união da oposição que venha a dar como resultado a vitória de Manfred Reyes Villa e seu candidato a vice-presidente, Leopoldo Fernández, preso político do regime de Evo Morales. Uma dor de cabeça para Morales e o começo da queda de Chávez na América Latina.
Para isto, todos à rua! Direita volver, senhor Américo Vespucio!
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Walter Javier Arrázola Mendivil é deputado federal na Bolívia, com licenciatura em Ciências Jurídicas e mestrado em Direito, Economia e Políticas Urbanas.
Tradução: André F. Falleiro Garcia
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NOTAS:
[1] Cf. La captura del Estado. 
[2] Cf. ¡Mi Honduras querida!. 
[3] Cf. Tercera edición de "La Masacre Del Hotel Las Américas" en la Feria del Libro de la Paz. 
[4] Cf. X2: Lo que Unasur no dijo. 
[5] Cf. Voto de castigo y protesta: Leopoldo Fernández Presidente. 
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A la Derecha, Señor Vespucio
Walter Javier Arrázola Mendivil
Un dolor de cabeza para Morales y el comienzo de la caída de Chávez en América Latina
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A diferencia de los gobiernos, la sociedad civil en América Latina está dando al mundo lecciones importantes de ciudadanía y libertad. La sociedad civil se ha cansado de ver cómo los movimientos populistas, neocomunistas y seudo-indigenistas, encabezados por Hugo Chávez y planificados por el aparato ideológico y de inteligencia del castrismo, secuestraron a las débiles democracias de la región.
Los golpes de Estado ya no se hacen con las armas, mediante el terrorismo o la insurrección de ayer. Ahora son golpes “light”, operados a través de la desinstitucionalización del Estado, convocando Asambleas Constituyentes bajo la presión violenta de masas alineadas ideológicamente. Una vez cooptada la burocracia, la modificación total de la Constitución es la vía para implementar la reelección indefinida, receta acompañada del apoyo financiero del narcotráfico y de los petrodólares de Chávez, con el cual la izquierda ha impulsado en América Latina procesos de captura del Estado.
Hoy la sociedad civil latinoamericana está saliendo a la calle y a las urnas para recuperar la democracia. Sí: a la calle. Todo empezó con ¡Mi honduras querida!, que le dijo no al proyecto totalitario chavista y a la injerencia de Estados Unidos.
El domingo 25 de noviembre en Uruguay, el candidato del Foro de Sao Paulo, José Mujica, no pudo ganar las elecciones presidenciales. Mujica (Frente Amplio) obtuvo alrededor del 47% de los votos, frente a un porcentaje similar obtenido por los candidatos de centro-derecha, Luis Alberto Lacalle (Partido Nacional, 30%) y Pedro Bordaberry (Partido Colorado, 17%), quienes anunciaron anoche mismo que irán juntos a la segunda vuelta que se realizará el 29 de noviembre.
El mismo día de las elecciones en Honduras, en la cual los hondureños le dirán no al imperio en decadencia, al petro-narcotráfico de Chávez y al servilismo de la OEA. Día en que le dirán sí a la libertad y la democracia. Un pueblo contra los gobiernos y Estados cómplices, pero acompañado de la razón y la causa justa, al lado de Dios.
En Uruguay igual que en Argentina -pero con otra estrategia- los terroristas de los años setenta pretendieron anular mediante un referéndum la Ley de Caducidad, amnistía que amparaba a los militares que actuaron contra el MLN-Tupamaros (de donde viene Mujica), pero este intento fue rechazado por el voto popular.
Lo que significa que los uruguayos rechazaron la agenda de venganza de los guerrilleros del Frente Amplio, que sólo querían la revancha retroactiva contra quienes les vencieron en las armas. Los uruguayos prefieren dejar atrás los enfrentamientos del pasado.
En Nicaragua, a Hugo Chávez no le está saliendo nada bien. La pretensión reeleccionista de Daniel Ortega ha encontrado amplio rechazo dentro y fuera del país. Hoy empiezan a justificarse las acciones de Honduras por quienes las criticaban. Contrasta la actitud “diligente” de la OEA con el caso Honduras, frente a la indolencia manifiesta frente al golpe de los sandinistas. Mientras más se pueda contrastar ambas posiciones, más desenmascarados quedarán Insulza y sus aliados, fabricantes de golpes “ligth”.
En esta semana, en Brasil se definirá el ingreso de Venezuela al Mercosur, en la Comisión del Senado que estudia el tema. ¿Qué dirán los militares brasileños de las milicias civiles de Chávez y de la conformación de ejércitos conjuntos?
No ingresar al Mercosur sería la cuarta derrota de Chávez en menos de dos meses. La primera Honduras, la segunda Uruguay, la tercera Nicaragua y la cuarta Brasil.
Aunque puede venir una quinta derrota para Chávez, tal vez la más dura: Bolivia, donde aparecen cada vez más evidencias de la directa responsabilidad del gobierno en la ejecución de tres jóvenes europeos en Santa Cruz, asesinados mientras se alojaban en el Hotel Las Américas.
Se esperan acciones judiciales contra el gobierno de Evo Morales, no sólo de los familiares de las víctimas, sino también de los gobiernos de Hungría e Irlanda. Además, el mundo está comprendiendo y viendo esta ejecución como una continuidad de la masacre de Pando, planificada desde el mismo gobierno para deponer al prefecto de ese departamento, Leopoldo Fernandez, acusándolo de genocidio. Fernández se encuentra detenido desde hace más de un año en la cárcel sin que se le inicie un juicio justo. Con estas acciones, el gobierno de Morales persigue a los opositores a su régimen.
Las elecciones presidenciales en Bolivia serán el domingo 6 de diciembre, una semana después de la segunda vuelta de Uruguay, donde el centro-derecha unificado entre el Partido Nacional (Blanco) y el Partido Colorado podría consolidar la victoria de Lacalle.
Es bueno aclarar que aunque Mujica ganara no la tendrá fácil, ya que existe un equilibrio congresal. Como siempre Uruguay equilibrado. Lo que falta por consolidar ya no es el Legislativo sino el Ejecutivo. Una segunda vuelta de infarto.

Doblando a la Derecha, señor Américo Vespucio
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En caso de ganar, Lacalle llenará de optimismo a la golpeada oposición boliviana y la desahuciada sociedad civil que no tiene quien la oriente se llenará de confianza para lograr una segunda vuelta, donde se pueda articular una unidad opositora que dará como resultado la victoria de Manfred Reyes Villa y su candidato a vicepresidente, Leopoldo Fernández, preso político del régimen de Evo Morales. Un dolor de cabeza para Morales y el comienzo de la caída de Chávez en América Latina.
Por esto todos a la calle. Doblando a la Derecha, señor Américo Vespucio.
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