O BEM DO URUGUAI, AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES E O FUTURO DA AMÉRICA LATINA

 

Tradición y Acción

 

    Versión en Español

 

Uma disputa aparente camufla e evita a controvérsia real, induz o leitor a engano e coloca o País em grave risco de precipitar-se, sem se dar conta, no caos do socialismo chavista do século XXI

 

Virgem dos Trinta e Três, protegei nossa Pátria do caos socialo-chavista

 

I. O VER A SITUAÇÃO

 

Jogos de espelhos, ilusionismos políticos e eclesiásticos:

dissimula-se o que se é, e aparenta-se o que não se é

 

     a. Na Política eleitoral

     José Mujica, candidato da esquerda nestas eleições, afirma que será o espelho de Lula, o polimórfico e astuto presidente brasileiro, ícone publicitário da "moderação" muito sui generis latino-americana. Sua esposa, como ele, de antecedentes tupamaro-terrroristas, hoje eleitoralmente "reciclada", apresenta como modelo de um futuro governo de esquerda, não a Cuba ou a extinta URSS, mas a Finlândia, a Dinamarca e a Nova Zelândia, num horizonte de 25 a 30 anos, e com isso se torna eco do mesmo e desconcertante moderantismo.

     Por sua vez, a ex-senadora e esposa do candidato opositor Luis Alberto Lacalle declara, com outras palavras, que um eventual governo deste será também espelho de seu opositor... o presidente esquerdista Tabaré Vásquez! [1], a quem o marketing político apresenta como fiel reflexo de Lula. Um axioma matemático estabelece que dois candidatos, iguais a um terceiro, são iguais entre si. Sem embargo, o homem comum, desconcertado, percebe de modo brumoso que no quadro político eleitoral atual as coisas não obedecem a uma lógica matemática. E suspeita que escondem dele alguma coisa, que nem tudo é a mesma coisa, que há diferenças camufladas.

     b. Na Religião

     A autoridade eclesiástica, seguindo o mesmo jogo de espelhar seu contrário, de confundir ao invés de distinguir e esclarecer, aparece no atual quadro político eleitoral como a entidade que nas suas declarações se mostra menos sutil e mais radical em favorecer a (des)ordem igualitária [2], que é a meta última do comunismo, e o desmantelamento do princípio da propriedade privada, insinuando assim ser correto o contrário do que a Doutrina Católica sempre ensinou [3].

     Em recente pronunciamento, a Conferência Episcopal do Uruguai (CEU) deu a entender que as duas opções não só se equiparam, senão que se combinam e complementam; convida a não confrontá-las, mas a enriquecer-nos com a outra opção buscando seus pontos positivos (!). Quer dizer, convoca os eleitores a serem inconscientes, relativistas e a votar às cegas e na maior das ingenuidades. Neste sentido, declara que não se deve canonizar uma opção nem demonizar a outra.

     Como estamos longe do "sim sim, não não" evangélico"! Maior relativismo não poderia haver nos pastores que devem ser Mestres da Verdade. Pois nesta eleição há coisas objetivas em perigo, e não meras subjetividades pessoais, coisas definidas pelo Supremo Magistério, que inclusive demonizou algumas, como por exemplo o socialismo [4], o assassinato de inocentes no ventre materno, a união homossexual, e que sacralizou outras, como a desigualdade harmônica e a propriedade privada [5].

     E... o tempora o mores! A Santa Igreja representa o Verdadeiro Deus. Por vocação e missão divina, tem o sagrado dever de proclamar a Palavra de Deus e vigiar o cumprimento íntegro de Sua Lei. Não obstante, a contrario sensu, o Episcopado nacional se manifesta como a instituição mais ostensiva e reiteradamente laica ao tratar de problemas tão essenciais de moral social, como são os atinentes à família, ao aborto, às uniões aberrantes que segundo o Espírito Santo e o magistério perene da Igreja são pecados que clamam aos céus por vingança. A Conferência Episcopal faz questão de salientar que não são temas de religião, de filosofia ou de sociologia.

     Quer dizer, são as autoridades eclesiásticas que ostensivamente colocam Deus e Sua Lei divina de lado. E assim, afastam Deus do debate como se não tivesse relação nenhuma e nada tivesse ensinado, estabelecido, mandado ou proibido a esse respeito. Como se Ele fosse obstáculo para o entendimento entre os homens, como se fosse possível construir uma civilização e uma paz verdadeiras marginalizando e contrariando frontalmente o Criador, Sustentador e Providência do homem e da sociedade. Em resumo: "Deus, o grande excluído", em vez da linda expressão francesa, "Deus, o primeiro servido".

     Tudo isto recorda, entre outras coisas, as profecias da Virgem, seja a de La Salette, seja a de Fátima, que nos previnem a respeito da situação de abandono e desterro a que Deus foi sujeito por aqueles que o afastam de sua vida pública e privada, e que nos oferecem ao mesmo tempo uma saída, se nos convertemos e acolhemos sua mensagem. Em análogo sentido, altas autoridades eclesiásticas se referiram a uma misteriosa e apocalíptica autodemolição da Igreja, um processo de autodemolição que se espalha por todo o corpo social.

     "Decifra-me ou te devoro"

     Quem entende esta charada?

     Um quebra-cabeça, como a célebre e mitológica esfinge que a esposa de Zeus enviara para punir Tebas — monstro com rosto feminino, corpo de leão e asas de pássaro pronto a devorar a todo aquele que não adivinhe seus enigmas — que nos interroga hoje, coloca os uruguaios diante da mesma alternativa: "decifra-me ou te devoro".

     Ou desvendamos este mistério político-eclesiástico ou seremos, como no mito grego, devorados por uma realidade que não vemos nem entendemos, apesar de constituir o mais dinâmico e profundo do acontecer presente.

     Qual é essa realidade?

 

II. JULGAR

 

     1. Desgaste, desnaturalização, inautenticidade na eleição da autoridade governamental

     A postura [6] que assumem tanto as candidaturas presidenciais quanto as orientações eclesiásticas [7], para além de certos entrechoques sensacionalistas, resulta em se tornarem espelhos umas das outras. Espelhos sim, mas espelhos deformantes, espelhos côncavos e convexos que ora esticam ora achatam; aqui ampliam e ali reduzem a figura que refletem, aturdindo subliminarmente o eleitor.

     De fato, quem tenha paciência para ler os programas presidenciais sem essas deformações óticas, ainda mais se lidos na ótica das orientações pastorais, não encontrará diferença relevante entre um e outro. No máximo, se deparará com matizes convergentes e complementares que não se excluem. Não há neles confrontação, nada que um afirme e o outro rejeite. Mas, onde mais se assemelham ambos os programas, é serem escandalosamente omissos nas questões candentes mais importantes do momento, e a respeito das quais a autoridade eclesiástica, ainda que cite alguma, minimiza sua importância e as relativiza, tais como, por exemplo:

  •     A atribuição de aparência de honestidade e legalidade, entre outras matérias, para as uniões homossexuais, o assassinato no seio materno de nonatos [8], o divórcio, a devassidão e dissolução moral;
 
  •    O não levar em conta a perseguição religiosa encoberta e em gestação, sob roupagem de "não-discriminação" de minorias, seja de gênero, religião ou orientação sexual;

 

  •     O passar por alto o autoritarismo no ensino, em especial na chamada (des)educação sexual, que impõe de modo totalitário às crianças desde a mais tenra idade, à margem da autoridade paterna, uma concepção radicalmente amoral da vida e dos costumes privados;

 

  •     O manter-se alheio ao processo de des-constituição do Estado, de erosão das instituições, desgaste do tecido social e esvaziamento do estado de direito que está em curso.

     Poder-se-ia dizer que ambas as plataformas, através do que dizem ou calam, competem sob o olhar complacente do episcopado em apresentar uma simulada e enganosa imagem de "moderação". Um moderantismo muito sui generis: moderados no que dizem; mas, no que calam e escondem, um deles é radical, e o outro, tímido e condescendente.

     Um consenso aparente nos lugares-comuns que se manifestam, tais como o acesso à internet, segurança pública, prosperidade, responsabilidade e honradez administrativas; e um consenso real em silenciar temas mais transcendentes, a respeito dos quais se supõe que haveria diferença, como os acima assinalados.

     Que sentido e que consistência possui a eleição do detentor do poder, se o cidadão, sem ter capacidade para tal, tem que intuir, por detrás e até ao contrário do que é dito, as verdadeiras intenções dos postulantes à primeira magistratura da nação, sob pena de deixar-se enganar pela simulação? [9]

     2. Inoperância das instituições, desproteção do Estado e da Sociedade diante das novas ameaças

     Por outro lado, como explicar esta aparente convergência e este ostensivo consenso? Será real, será sincero? Estaremos alcançando uma era de paz e entendimento, ou estamos sendo desviados e enganados? Nossas instituições estão sendo aperfeiçoadas ou corroídas?

     Se estão sendo carcomidas, que terrível despertar nos aguarda... um despertar talvez já prefigurado pela aliança dos Chávez, Evos, Kirchners e Zelayas? Tanto mais quanto este jogo de esconder e simular, esquivar-se e omitir-se, não é exclusivo do processo de seleção das autoridades e atores políticos e sociais, dá-se também no modo de atuarem, seja no governo, seja na oposição.

     Chave para compreender a realidade, decifrar a charada eleitoral e não deixar-se devorar por ela

     Como ensina Plinio Corrêa de Oliveira em sua magna obra Revolução e Contra-Revolução, "a Revolução é um processo em contínua transformação". Há vinte anos, com o surpreendente desabamento do comunismo e das ditaduras do proletariado, ocorreu uma imensa transformação: a Revolução, sem mudar de alma, mudou de rosto, "afivelou uma sorridente máscara, de polêmica se tornou dialogante, simulou estar mudando de mentalidade e de atitude, e se abriu para toda espécie de colaborações com os adversários que antes tentava esmagar pela violência... deixou de ameaçar e agredir, e passou a sorrir e pedir..."

     Com esta imensa e desconcertante transformação, alerta o insigne pensador católico, o comunismo não se desmente a si mesmo, pelo contrário: "Longe disto, usa ele o sorriso tão-somente como arma de agressão e de guerra, e não extingue a violência, mas a transfere do campo de operação do físico e palpável, para o das atuações psicológicas impalpáveis. (...) Trata-se de uma verdadeira guerra de conquista — psicológica, sim, mas total — visando o homem todo, e todos os homens em todos os países."

     Acaso não é isto, para nos limitarmos apenas ao nosso País, o que temos visto desde o primeiro governo da Frente Ampla? E não é isto também, certamente com algumas peculiaridades próprias, o que presenciamos atualmente na dupla Mujica-Astori?

     Convém, pois, estarmos prevenidos e vigilantes, e não tomarmos por realidade o que é mero ilusionismo estratégico de moderação e convergência que, de fato e em profundidade, aperfeiçoa e torna mais devastadora a agressão que está em curso contra as instituições e costumes da nação.

     As instituições passam a ser demolidas a partir do seu interior. Porque quando a eleição das autoridades é feita dissimulando o que se é, e aparentando o que não se é, elas perdem sua base de sustentação e sua razão de ser, começam a girar no vazio, e ao fazê-lo vão corroendo de modo imperceptível, e por isso mesmo mais perigoso e fatal, todo o sistema institucional do país, e até a própria estrutura mental dos atores sociais e do indivíduo, cada dia mais apático e desinteressado da coisa pública.

     Estamos diante de uma erosão molecular do estado de direito, desde o seu interior e em profundidade, que não seria diferente se estivesse programada cientificamente para, seja pela mão direita, seja pela via esquerda, nos conduzir em meio à apatia generalizada para a meta anarco-caótica sonhada pelos mentores do comunismo.

     Não só no Uruguai, mas em toda a América Latina o  estado de direito entrou em crise, dá sinais de não acompanhar os acontecimentos e de não estar à altura dos desafios.

     Por exemplo, o ordenamento institucional de nossos países latino-americanos procurou se precaver contra golpes de Estado e o autoritarismo, e fez um grande esforço neste sentido. Sem embargo, o perigo no século XXI já não são os golpes de Estado, mas os golpes a partir do Estado; já não é o autoritarismo clássico, mas o autoritarismo eleitoral, o controle da arena política pela restrição da liberdade de imprensa, a tendência ao monopólio da informação, a intervenção estrangeira descarada, política e financeira [10]; não é a legitimidade de origem, mas a de exercício; não é o respeito à dignidade humana, mas as garantias contra sua adulteração e deturpação...

     E a este respeito nossas instituições se mostram totalmente desprotegidas e ultrapassadas pela realidade. Isto facilita e quase força nossos países a recorrerem aos organismos internacionais que, como no caso de Honduras, em vez de fazerem respeitar o estado de direto que o rege, tentam impor "soluções" à margem e violando as leis, instituições e costumes desse país, violentando sua soberania. Essa mesma soberania, que consideram como absoluta e intocável quando é o caso de Cuba, dos Papuas ou das tribos indígenas antropófagas que violam sistematicamente os mais elementares princípios da dignidade humana!

     Esboça-se assim, uma ditadura regional de esquerda, por parte de organismos internacionais, sobre os que fiéis às suas leis e instituições querem se defender dessa nova e perigosa agressão. Delineiam-se ao mesmo tempo pactos de defesa militar entre os chamados "bolivarianos", os quais, como é o caso da Venezuela, Bolívia e Equador, estabelecem pactos de assistência militar com a Rússia, Irã e a Líbia, inclusive permitindo-lhes o estabelecimento de bases militares em seus territórios. Em certo caso até mesmo foram realizados acordos nucleares. Os países latino-americanos se armam, e crescem os rumores de conflitos armados, em meio a um aumento de explosões sociais e indigenistas.

III. ATUAR

 

     Diante desse panorama, é razoável, é sábio, é cristão e patriótico dar o voto a um candidato com antecedentes de violência intransigente, militante de uma das organizações terroristas mais violentas do continente, e que, se se adequou à nova tática revolucionária, ainda assim parece alinhar-se mais com os Chávez, Evos, Correas, Kirchners, do que com os Lulas, Tabarés ou Bachelets?

     Por tudo o que temos explicado, é claro que, se não negamos a diferença entre essas duas linhas de ação revolucionária, tampouco cremos que sejam desse modo sem haver um ponto comum de coordenação. Poderá ser, talvez, que alguns de seus atores não tenham inteira consciência, mas estas duas correntes representam as duas tenazes opostas de um alicate, unidas em um ponto anterior, para coordenamente melhor esmagar a vítima que, enganada pelo ilusionismo, coloca sua cabeça no meio das duas, por mais que o faça aproximando-se daquela que considera como mais mole.

     Estas duas vertentes socialistas são uma estratégia para esmagar nossos países por meio da ação coordenada entre os presidentes Lulas e os presidentes Chávez, cada qual representando uma pinça do mesmo alicate.

     Os uruguaios temos a oportunidade de escolher um presidente que não seja um Mujica que apresente duas faces, para uns uma face branda que seguiria a linha Lula-Tabaré-Bachelet, e para outros uma face dura na linha Chávez-Evo-Kirchner. De qualquer maneira, temos outra alternativa, a qual, ainda que apresente as carências que antes assinalamos, não é nenhuma dessas mujicas. Por isto, não é apenas uma opção, mas uma obrigação, diante de Deus, diante da Pátria, ante nossos filhos e nossos irmãos latino-americanos, de não colaborarmos com este jogo fatal das esquerdas, renovadas para melhor alcançarem o mesmo objetivo dos tupamaros e comunistas de antes da queda da Cortina de Ferro. Não podemos, neste momento tão crítico da América Latina, fortalecer nenhuma das pinças do alicate com o qual pretendem destruir nossas nações.

     Que a Virgem Santíssima dos Trinta e Três conceda graças superabundantes para o Uruguai, para escapar nesta hora das tenazes da Revolução e refugiar-se sob sua materna proteção, na certeza de que fora de Deus não há salvação social nem individual. Se o homem não respeita Deus, não há razão para que respeite outro homem. Resvala-se insensivelmente para o estado ferino: homo homini lupus.

     Tradición y Acción termina transcrevendo e fazendo suas as palavras cheias de Fé e Esperança com que Plinio Corrêa de Oliveira finalizou seu ensaio Revolução e Contra-Revolução:

     "Em meio a este caos (...) firme com toda a firmeza dos que, em meio da borrasca, e com uma força de alma maior do que esta, continuam a afirmar do mais fundo do coração: Credo in Unam, Sanctam, Catholicam et Apostolicam Ecclesiam, ou seja, creio na Igreja Católica, Apostólica, Romana, contra a qual, segundo a promessa feita a Pedro, as portas do inferno não prevalecerão". 

     _________

     Notas:

    [1] A Sra. Pou afirmou que Lacalle é o que melhor garante a continuidade do governo frente amplista de Tabaré Vásquez; é o que reafirma o próprio Lacalle quando diz: “com Vásquez eu coincido, porque estamos em uma posição política mais parecida que a de Mujica. El País, 9/11/09.

    [2] São Pio X, por exemplo, condena a tese socialista segundo a qual “toda desigualdade de condição é uma injustiça, ou ao menos uma menor justiça” e o faz nestes termos: “princípio sobremaneira contrário à natureza das coisas, gerador de inveja e injustiça, e subversivo de toda ordem social”. Notre Charge Apostolique n° 21.

    [3] O documento pastoral dos Bispos para as comunidades cristãs, “Pautas para o discernimento no ano eleitoral”, tem um tom igualitário e um viés socialista contrário ao direito e à função pessoal das instituições, que desse modo nem sequer se encontra no programa Mujica–Astori. Por exemplo, com relação à propriedade privada, o documento a desconsidera a ponto de não mencioná-la, como se tivesse vergonha desse sagrado princípio, que na realidade é elemento essencial da Doutrina Social católica. A famosa encíclica Rerum Novarum, pedra angular do Magistério Pontifício nesta matéria, estabelece: “Fica, pois, assentado, que quando se busca o modo de aliviar os povos, o que principalmente e como fundamento de tudo deve ser considerado, é isto: deve-se manter intacta a propriedade privada. Isto provado, vamos declarar aonde é preciso buscar o remédio que se deseja”. Pelo contrário, o documento da Conferência Episcopal Uruguaia propõe, sem colocar limites, “uma crescente redistribuição de riquezas”, quer dizer, até que seja total, igual para cada um, como se a justiça não mandasse respeitar o alheio.

    [4] Com respeito ao socialismo e ao comunismo, é suficiente ver o índice de qualquer compêndio de encíclicas pontifícias para ver quão distante o ensinamento do Magistério está desse relativismo, que é quase uma coonestação, que propiciam os pastores uruguaios. Os Papas verdadeiramente demonizam o socialo-comunismo, e se referem a ele como: doutrina depravada, abominável intriga, iníqua federação, inventos perniciosos, monstruosas opiniões, diabólico programa, terríveis monstros para a sociedade humana, a maior rebelião contra o Espírito Santo, falazes propostas para habituar pouco a pouco para os mais graves crimes — e tantas e tantas mais.

    [5] “E este mesmo direito sancionaram com sua autoridade as divinas leis, que ainda o desejar o alheio gravissimamente proíbem: Não cobiçarás a mulher de teu próximo, nem sua casa, nem campo, nem coisa alguma das que são suas”. Leão XIII, Rerum Novarum, n° 7. 

    [6] No singular o dizemos, pois se delineia mais ou menos a mesma, em cada um dos participantes deste jogo de esconde-esconde.

    [7] Diga-se de passagem que esta autoridade se pronuncia, não como tal no exercício de seu magistério divino, senão como mera conselheira e ajudante no discernimento do cidadão: nem guia nem ensina, nem manda nem proíbe, nem exclui nem censura, apenas sugere elementos para que cada um decida por si e diante de si.

    [8] Mujica provocou surpresa ao levantar, nos últimos dias, o problema do aborto. Sem embargo, isto não desmente que na Plataforma Eleitoral de Mujica-Astori — e em toda sua campanha para o primeiro turno e grande parte deste segundo — não tenha estado. Esta intempestiva mudança é mais um mistério deste pleito, e o intempestivo é característico do candidato do MPP-FA.

    [9] É verdade que, neste último tempo, e de modo surpreendente, o ambiente psico-político, estimulado por um incêndio de origem pouco esclarecida, que deixou exposto um arsenal terrorista, viu-se agitado provocando entrechoques capazes de influir no eleitorado, sem que se saiba em que sentido. Seja como for, isto não modifica o quadro de fundo que estamos analisando, que é muito mais grave do que o que poderia estar por detrás dessa descoberta.

    [10] Cfr. Infolatan, São Paulo, 4 de outubro de 2009, Lourdes Sola “Autoritarismo eleitoral e liberdade de informação”. A autora, Phd. em Ciência Política pela Universidade de Oxford, foi presidente da Associação Brasileira de Ciência Política, por dois períodos sucessivos. Atualmente é presidente da Associação Internacional de Ciência Política, International Political Science Association (IPSA).

     _________

      Tradición y Acción por Uruguay Auténtico, Cristiano y Fuerte. Manifesto publicado no jornal El País, de Montevidéu em 23/11/2009.

     Tradução: André F. Falleiro Garcia.

     _________

 

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EL BIEN DEL URUGUAY, LAS PRÓXIMAS ELECCIONES Y EL FUTURO DE AMÉRICA LATINA

 

Tradición y Acción

 

Una disputa aparente camufla y soslaya la controversia real, induce a engaño al elector y coloca al País en grave riesgo de precipitarse sin saberlo en el caos del socialismo chavista del siglo XXI

 

Virgen de los Treinta e Tres, protege a nuestra Patria del caos socialo-chavista

 

I. EL VER DE LA SITUACIÓN

 

Espejos y espejismos políticos y religiosos:

se disimula lo que se es;  se aparenta lo que no se es

 

         a. En Política electoral

         José Mujica, candidato de la izquierda en estas elecciones afirma que será el espejo de Lula, el polimórfico y pícaro presidente brasilero, ícono publicitario de una muy sui generis “moderación” latinoamericana. Su esposa, al igual que él, de antecedentes tupamaro-terrorista, hoy electoralmente “reciclada” coloca como objetivo de un futuro gobierno de izquierda, no a Cuba o la extinta URSS, sino a Finlandia, Dinamarca y Nueva Zelandia, y en un horizonte de 25 a 30 años, con lo que hace eco del mismo y desconcertante moderantismo.

         Por su parte, la ex senadora, esposa del candidato opositor Luis Alberto Lacalle, declara, con otras palabras, que un eventual gobierno de éste será también espejo de su opuesto… ¡el presidente izquierdista Tabaré Vázquez![11], a quien el marketing político presenta como fiel reflejo de su homónimo brasilero.  Un axioma matemático establece que dos cantidades iguales a una tercera son iguales entre sí. Sin embargo, el hombre común percibe, desconcertado y entre brumas, que en el actual cuadro político electoral  las cosas no obedecen a una lógica matemática, sospecha que algo se le esconde, que no todo es la misma cosa, que hay diferencias que se camuflan.

         b. En Religión

         A su vez, la autoridad eclesiástica, acompañando este mismo juego de espejar su contrario, confundir antes que distinguir y esclarecer, aparece en el actual cuadro político electoral como la entidad que en sus declaraciones se muestra menos sutil y más radical en propiciar el (des)orden igualitario[12], que es la meta última del comunismo y en el desmantelamiento del principio de la propiedad privada, insinuando así ser lo contrario de lo que siempre la Doctrina Católica enseñó[13].

         En reciente pronunciamiento, la Conferencia Episcopal del Uruguay (CEU) da a entender que las dos opciones no sólo se equiparan sino que se combinan y complementan; llama a no confrontarlas sino a enriquecernos con la otra opción buscándole sus  puntos positivos (¡!). Es decir convoca a ser inconscientes, relativistas y a votar a ciegas y en la mayor de las ingenuidades. Y a mayor abundamiento declara que no hay que canonizar una opción ni demonizar la otra. ¡Qué lejos estamos del “SÍ SÍ, NO NO” evangélico! Mayor relativismo no podría haber en pastores que han de ser Maestros de la Verdad. Pues en esta elección hay cosas objetivas en peligro y no meras subjetividades personales, cosas definidas por el Supremo Magisterio, unas que inclusive demonizó, tales como el socialismo[14], el asesinato de inocentes en el vientre materno, la unión homosexual, y otras que sacralizó como es la desigualdad armónica y la propiedad privada[15].

         … Y, ¡o tempora o mores! La Santa Iglesia  representa al Verdadero Dios, Ella que por vocación y por misión divina tiene el sagrado deber de proclamar la Palabra de Dios y vigilar por el cumplimiento íntegro de Su Ley. Sin embargo, a contrario sensu, el Episcopado nacional se manifiesta como la institución más ostensiva y reiterativamente laica al tratar de problemas tan esenciales de moral social como lo son los atinentes a la familia, al aborto, a las uniones aberrantes que según el Espíritu Santo y el magisterio perenne de la iglesia son pecados que claman al cielo por venganza,  la CEU hace cuestión de subrayar que no son temas de religión, de filosofía o de sociología; o sea, son las autoridades eclesiásticas las que ostensivamente ponen a Dios y Su divina Ley de lado, exilian a Él del debate como si nada tuviera que ver y nada hubiera enseñado, establecido, mandado o prohibido al respecto; cual si fuese un obstáculo al entendimiento entre los hombres, cual si se pudiese construir una civilización y una paz verdaderas marginalizando y contrariando frontalmente al Creador, Sustentador y Providencia del hombre y de la sociedad, resumiendo:  “Dios el gran excluido” en vez de la linda expresión francesa, “Dios el primer servido”; todo lo cual recuerda, entre otras,  las profecías de la Virgen, sea en La Salette sea en Fátima,  donde nos previene al respecto del abandono que los hombres han hecho de Dios, proscribiéndolo y exiliándolo de su vida pública y privada, ofreciéndoles al mimo tiempo una salida si se convierten y acogen Su mensaje. En análogo sentido altas autoridades eclesiásticas se han referido a una misteriosa y apocalíptica autodemolición de la Iglesia, un proceso de autodemolición que se esparce por todo el cuerpo social.

         DESCÍFRAME O TE DEVORO

         ¿Quién entiende esta charada?

         Un rompecabezas que, cual la célebre y mitológica esfinge que la esposa de Zeus enviara en castigo a Tebas --un monstruo con rostro femenino, cuerpo de león y alas de pájaro pronto a devorar a todo aquel que no adivine sus acertijos-- nos interroga hoy a nosotros los uruguayos colocándonos delante de la misma alternativa: “descíframe o te devoro

         O desvendamos este intríngulis político religioso o seremos como en el mito griego devorados por una realidad que no vemos ni entendemos, pese a ser lo más dinámico y profundo del acontecer presente.

         ¿Cuál es esa realidad?

     

    II.- JUZGAR

     

         1.- Desgaste, desnaturalización, inautenticidad en la generación de la autoridad gubernamental

         La postura[16] que asumen tanto las candidaturas presidenciales cuanto las orientaciones eclesiásticas[17], por encima de ciertos entrechoques sensacionales, terminan siendo espejos unas de las otras. Espejos sí, pero espejos deformantes, espejos cóncavos y convexos que ora estiran ora aplastan; aquí ensanchan allá alargan la figura que reflejan, aturdiendo subliminalmente al elector.

         De hecho, quien tenga paciencia para leer los programas presidenciales sin esas deformaciones ópticas, más aún si los lee en la óptica de las orientaciones pastorales, no encontrará diferencia mayor entre uno y otro, a lo más se deparará con matices convergentes y complementarios que no se excluyen. No hay en ellos confrontación, nada que uno afirme y el otro rechace. Pero, donde más se asemejan ambos programas es en ser escandalosamente omisos en las cuestiones candentes más importantes del momento, y al respecto de las cuales la autoridad eclesiástica aún nombrando alguna les resta importancia y las relativiza, tales como, por ejemplo:

      • la cohonestación legal de, entre otros, las uniones homosexuales, el asesinato en el seno materno de nonatos[18], el divorcio, el desenfreno y la disolución moral;
      • la prescindencia frente a la persecución religiosa encubierta que se gesta bajo ropajes de “no discriminación” de minorías, sean de género, religión u orientación sexual;
      • el pasar por alto el autoritarismo en la enseñanza, en especial en la llamada (des)educación sexual que impone de modo totalitario a los niños desde su más tierna infancia, y al margen de la autoridad paterna, una concepción radicalmente amoral  de la vida y de las costumbres privadas;
      • el mantenerse ajenos al proceso de des-constitución del Estado, de erosión de las instituciones, desgaste del tejido social y de vaciamiento del estado de derecho en curso.

         Se diría que ambas plataformas, a través de lo que dicen y callan, compiten –bajo la mirada complaciente del episcopado- en dar una simulada y engañosa imagen  de “moderación”. Un muy sui generis moderantismo: moderados en lo que se dice; pero en lo que se calla y esconde, radical uno,  tímido y condescendiente el otro.

         Un consenso aparente en los lugares comunes que se manifiestan, tales como el acceso a internet, seguridad pública, prosperidad, responsabilidad y honradez administrativas; y un consenso real en silenciar temas más transcendentes, en que se supone que habría diferencia, como son los arriba señalados.

         ¿¡Qué sentido y qué consistencia tiene elegir al detentor del poder, si el ciudadano, sin tener capacidad para tal, tiene que intuir, por detrás y hasta en contra de lo que se dice, las verdaderas intenciones de los postulantes a la primera magistratura de la nación, o, de lo contrario, dejarse engañar por la simulación!?[19]

         2.- Inoperancia de las instituciones, desprotección del Estado y de la Sociedad delante de las nuevas amenazas

         Por otra parte, ¿cómo explicar esta aparente convergencia y este ostensivo consenso? ¿Será real, será sincero? ¿Estaremos alcanzando una era de paz y entendimiento, o se nos está distrayendo y engañando? ¿Se están perfeccionando o carcomiendo nuestras instituciones?

         Si es esto último ¿qué terrible despertar nos aguarda… un despertar tal vez ya en acto prefigurado por la alianza de los Chávez, Evos, Kirchner, Zelayas? Tanto más cuanto este juego de esconder y simular, soslayar y omitirse, no es exclusivo del proceso de selección de las autoridades y actores políticos y sociales, se da también en el modo de ellos actuar, sean gobierno sean oposición.

         Clave para entender la realidad, descifrar la charada electoral y no dejarse devorar por ella

         Como enseña Plinio Correa de Oliveira  en su magna obra “Revolución y Contra Revolución”, “la Revolución es un proceso en transformación continua”. Hace veinte años, con el sorpresivo desplome del Capitalismo de Estado y de las Dictaduras del Proletariado, ocurrió una inmensa transformación, la Revolución sin cambiar el alma cambió de rostro:

         “Se pone una máscara risueña, de polémica se vuelve dialogante, simula estar mudando de mentalidad y de actitud, se abre a toda especie de colaboraciones con los adversarios que antes intentaba aplastar con la violencia… deja de amenazar y de agredir, pasa a sonreír y a pedir…

         Con esta inmensa y desconcertante transformación, alerta el insigne pensador católico, el comunismo no se desmiente a sí mismo, por el contrario:

         “lejos de esto, usa la sonrisa apenas como un arma de agresión y de guerra, y no extingue la violencia, sino que la transfiere del campo de operaciones, de lo físico y palpable para las actuaciones psicológicas e impalpables. (…) Trátase de una verdadera guerra de conquista --psicológica sí, pero total-- teniendo por objetivo el hombre todo, y todos los hombres en todos los países

         ¿Acaso no es esto, para ceñirnos apenas a nuestro País, lo que hemos vistos en el primer gobierno del Frente Amplio?, y ¿no es esto también, por cierto con algunas peculiaridades propias, lo que presenciamos actualmente en la dupla Mujica Astori?

         Cabe, pues, estar prevenidos y vigilantes y no tomar por realidad lo que es un mero espejismo estratégico de moderación y convergencia que, de hecho y en profundidad, perfecciona y torna más devastadora  la agresión en marcha contra las instituciones y costumbres de occidente.

         Ellas pasan a ser demolidas desde dentro. Porque, cuando la generación de las autoridades se hace disimulando lo que se es, y aparentando lo que no se es, las instituciones pierden su base de sustentación y su razón de ser, comienzan a girar en el vacío, y al hacerlo van corroyendo de modo imperceptible, y por eso mismo más peligroso y fatal, todo el sistema institucional del país, y hasta la propia estructura mental de los actores sociales y del mismo individuo, cada día más apático y desinteresado de la cosa pública.

         Estamos delante de una erosión molecular del estado de derecho, desde dentro y en profundidad, que si estuviese programada científicamente para, sea por la mano derecha sea por la vía izquierda, conducirnos en medio de la apatía generalizada para la meta anarco-caótica soñada por los mentores del comunismo no sería diferente.

         No sólo Uruguay, sino que en toda América Latina el estado de derecho entró en crisis, da señales de no acompañar los acontecimientos ni de estar a la altura de los desafíos.

         Por ejemplo, el ordenamiento institucional de nuestros países latino americanos procuró precaverse contra los golpes de estado y el autoritarismo, e hizo un gran esfuerzo en ese sentido. Sin embargo lo peligroso en el Siglo XXI ya no son los golpes de estado sino los golpes desde el Estado; ya no es el autoritarismo clásico sino el autoritarismo electoral, el control de la arena política por la restricción de la libertad de prensa, la tendencia al monopolio de la información, la intervención extranjera descarada, política y financiera[20] ; no es la legitimidad de origen sino la de ejercicio; no es el respeto de la dignidad humana sino las garantías contra su adulteración y deturpación….

         Y a este respecto nuestra institucionalidad se muestra totalmente desprotegida y desbordada por la realidad. Ello facilita y casi fuerza a que nuestros países recurran a organismos internacionales que, como en el caso de Honduras, en vez de hacer respetar el estado de  derecho que lo rige intentan imponer “soluciones” al margen y violando las leyes, instituciones y costumbres de ese País, violentando su soberanía nacional. ¡Esa misma soberanía que se pretende sea absoluta e intocable para Cuba, los Papúas o las tribus indígenas antropófagas que violan sistemáticamente los más elementales principios de la dignidad humana!

         Se esboza así una dictadura regional de izquierda por parte de organismos internacionales sobre los que --fieles a sus leyes e instituciones-- quieran defenderse de esta nueva y peligrosa agresión. Se delinean al mismo tiempo pactos de defensa militar entre los llamados “bolivarianos”, los cuales, como es el caso de Venezuela, Bolivia, Ecuador, establecen pactos asistencia militar con Rusia, Irán, Libia, inclusive permitiéndoles el establecimiento de bases militares en sus territorios. En algún caso se tejen inclusive acuerdos nucleares. Los países latino americanos se arman y crecen los rumores de conflictos armados, en medio de un aumento de los estallidos sociales e indigenistas.

     

    III.- ACTUAR

     

         Delante de este cuadro, ¿es razonable, es sabio, es cristiano y patriótico dar el voto a un candidato con antecedentes de violencia intransigente, militante de una de las organizaciones terroristas más violentas del continente, y que si se adecuó a la nueva táctica revolucionaria, parece alinearse más con los Chávez, Evos, Correas, Kirchners, que con los Lulas, Tabarés o Bachelets?

         Por todo lo que hemos explicado, es claro que, si no negamos la diferencia entre esas dos líneas de acción revolucionaria, tampoco creemos que lo sean sin un punto común de coordinación. Podrá ser, tal vez, que algunos de sus actores no esté enteramente consciente, pero estás dos corrientes representan las dos tenazas de un alicate, se oponen, unidas en un punto anterior, para coordinadamente mejor aplastar a la víctima que, engañada por el espejismo, pone ingenuamente su cabeza en medio de las dos, por más que lo haga más cerca de la que estima más muelle.

         Estas dos vertientes socialistas son una estrategia para aplastar a nuestros países por medio de la acción coordinada entre presidentes Lulas y presidentes Chaves, cada uno representando una tenaza del mismo alicate.

         Los uruguayos tenemos la oportunidad de escoger un presidente que no sea  un Mujica con rostros, para unos blando y que seguiría la línea Lula-Tabaré-Bachelet y para otros duro que tendría rostro Chaves Evo Kirchner. Comoquiera que sea tenemos otra alternativa que aun cuando tenga las carencias que antes señalamos no es ninguno de esos mujicas. Pero no es sólo la oportunidad sino la obligación, ante Dios, ante la Patria, ante nuestros hijos y nuestros hermanos latinoamericanos, de no sumarnos a este juego fatal de las izquierdas renovadas para mejor alcanzar el mismo objetivo de tupamaros y comunistas de antes de la Caída de la Cortina de Hierro. No podemos, en este momento tan crítico de América latina, fortalecer ninguna de las dos tenazas del alicate con que se pretende destruir a nuestras naciones.

         Que la Virgen Santísima de los Treinta y Tres, de gracias superabundantes a Uruguay para escapar en esta hora de las tenazas de la Revolución y acogerse a su materna protección, en el convencimiento de que fuera de Dios no hay salvación social ni individual. Si el hombre no respeta a Dios no hay razón para que respete a otro hombre. Se resbala insensiblemente para el estado ferino: homo homini lupus.

         Tradición y Acción termina transcribiendo y haciendo suyas las palabras llenas de Fé y de Esperanza con que Plinio Corrêa de Oliveira finaliza su ensayo Revolución y Contra-Revolución:

         “En medio de este caos (...) firme con toda la firmeza de los que, en medio de la borrasca, y con una fuerza de alma mayor que ésta, continúan a afirmar de los más hondo del corazón: Credo in Unam, Sanctam, Catholicam et Apostolicam Ecclessiam, o sea, Creo en la Iglesia Católica, Apostólica, Romana, contra la cual, según la promesa hecha a San Pedro, las puertas del infierno no prevalecerán”.

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         Notas:


        [11] La Sra. Pou afirmó que Lacalle es el que mejor garantiza la continuidad del gobierno frente amplista de Tabaré Vázquez; lo que reafirma  el mismo Lacalle cuando dice: “con Vázquez yo coincido porque estamos es una posición política más parecida que a la de Mujica”. El País 9/11/09.

        [12] San Pío X, por ejemplo, condena la tesis socialista según la cual “toda desigualdad de condición es una injusticia, o al menos una menor justicia” y lo hace en estos términos: “principio sobremanera contrario a la naturaleza de las cosas, generador de envidia y de injusticia, y subversivo de todo orden social”  Notre Charge Apostolique n° 21.

        [13] El Documento Pastoral de los Obispos para las comunidades cristianas, “Pautas para el discernimiento político en año electoral”, tiene un tono igualitario y un sesgo socialista contrario al derecho y a la función personal de las instituciones, que así ni siquiera se encuentra en el programa de Mujica- Astori. Por ejemplo con respecto a la propiedad privada, el documento la subestima al punto de no mencionarla, como si se avergonzase de ese sagrado principio, que en realidad es elemento esencial de la Doctrina Social católica. La famosa Encíclica Rerum Novarum, piedra angular del Magisterio Pontificio en esta materia establece: “Quede, pues, sentado que cuando se busca el modo de aliviar a los pueblos, lo que principalmente y como fundamento de todo se ha de tener, es esto: que se debe guardar intacta la propiedad privada. Esto probado, vamos a declarar dónde hay que ir a buscar el remedio que se desea”. Por el contrario, el documento de la CEU propone sin colocar límites “una creciente redistribución de riquezas”, es decir hasta que sea total, igual para cada uno, como si la justicia no mandase respetar lo ajeno.

        [14] Con respecto al socialismo y al comunismo es suficiente ver el índice de cualquier compendio de Encíclicas pontificias para ver cuán lejos está la enseñanza del Magisterio de este relativismo, que es cuasi una cohonestación, que propician los pastores uruguayos. Los Papas verdaderamente demonizan al socialo comunismo y se refieren a él como: doctrina depravada – abominable intriga – inicua federación – inventos perniciosos – perniciosos sistema – pestilenciales doctrinas – monstruosas opiniones - diabólico programa – terribles monstruos para la sociedad humana – la mayor rebelión contra el Espíritu Santo – falaces propuestas para habituar poco a poco a los más graves crímenes...   y tanta y tantas más.

        [15] “Y este mismo derecho sancionaron con su autoridad las divinas leyes, que aun el desear lo ajeno gravísimamente prohíben: No codiciarás la mujer de tú prójimo, ni su casa, ni campo, ni cosa alguna de las que son suyas” León XIII, Rerum Novarum, n° 7.

        [16] En singular lo decimos, pues se delinea más o menos la misma en cada uno del los participantes de este juego de las “escondidas”.

        [17] Dígase al pasar que esta autoridad se pronuncia, no como tal en el ejercicio de su magisterio divino, sino como mera consejera y ayudante en el discernimiento del ciudadano: ni guía ni enseña, ni manda ni prohíbe; ni excluye ni censura, apenas sugiere elementos para que cada cual decida por sí y ante sí.

        [18] Sorpresivamente estos últimos días Mujica levantó el problema del aborto, sin embargo eso no desmiente que en la Plataforma Electora de Mujica Astori y en toda su campaña para el primer turno y gran parte de este segundo no lo haya estado. Este intempestivo cambio es un misterio más de este pleito,  y lo intempestivo es característico del candidato del MPP-FA.

        [19] Es verdad que en este último tiempo,  y de modo sorpresivo, el ambiente psíco político -estimulado por un incendio de origen poco esclarecido que dejó al desnudo un berretín terrorista- se ha visto agitado provocando entrechoques capaces de influir en el electorado, sin saberse en qué sentido lo será. Sea como fuere, esto no modifica el cuadro de fondo que venimos analizando que es mucho más grave que lo que pudiera estar por detrás de esa descubierta.

        [20] Cfr. Infolatan , Sao Paulo 4 de octubre de 2009, Lourdes Sola “Autoritarismo electoral y libertad de información”. La autora, Phd. en Ciencia Política por la Universidad de Oxford. Fue Presidente de la Asociación Brasileña de Ciencia Política, por dos periodos sucesivos. Actualmente es Presidente de la Asociación Internacional de Ciencia Política, International Political Science Association (IPSA).

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         El País, Montevideo, Uruguay 23/11/2009. Tradición y Acción por Uruguay Auténtico, Cristiano y Fuerte.

     

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