TRIBUTO DO SITE DA SACRALIDADE

A PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA

NO CENTENÁRIO DE SEU NASCIMENTO

13 DE DEZEMBRO DE 2008

 

Plinio Corrêa de Oliveira em traje cerimonial

     A fotografia ao lado emoldurada num quadrinho que me foi ofertado pelo sacerdote que celebrou a missa tridentina do centenário pliniano por mim encomendada apresenta a figura de Plinio Corrêa de Oliveira em sua gravidade e grandeza.

     Há nesse varão, então octogenário, uma firmeza de resolução inabalável, uma decisão de enfrentar o adversário com a valentia de um Cruzado e a abnegação de um Mártir da Fé.

     Seu ânimo de Cruzado está representado na cruz heráldica que porta ao peito. Há uma adequação perfeita entre a indumentária e a alma guerreira. Nota-se uma inteira coerência entre sua Fé e suas obras.

     A lição que deixou, estampada em sua fisionomia e comprovada em décadas de atuação pública destemida, deveria ser indelével. Os fatos infelizmente evidenciaram a covardia de um não pequeno número de seus seguidores, e a traição de outros tantos que preferiram negociar a gesta católica para garantir um modus vivendi acomodatício.

     Os que têm o duplo espírito de Cruzado e Mártir, na esteira de Plinio Corrêa de Oliveira, sentirão um inefável gáudio no transcurso de seu centenário. Em suas proféticas palavras encontrarão força de alma e alento para prosseguirem na luta contra a guerra psicológica revolucionária que atua no plano religioso e no campo político-social e cultural. Quem tiver ouvidos, ouça as suas palavras sobre o martírio de alma do Cruzado do século XXI. Parece-me que incontáveis pessoas que travam o bom combate, nas mais diversas trincheiras, compreenderão a sua linguagem forte, muito realista, mas impregnada da esperança cristã, e encontrarão nelas uma explicação para as vicissitudes de sua própria vida.

 

     "O que acontecerá aos que pensam como nós? Não tenho a menor dúvida que será o martírio!

     Não tenham dúvida: não será o martírio como no tempo em que vinham os leões, enquanto o César dormitava num trono, bajulado por uns tipos infames. Soavam as tubas, abriam‑se as jaulas, pulavam os tigres sobre as mães de família, as virgens consagradas a Deus, os sacerdotes... sobre os que deixaram a couraça do Império para servir a Igreja Católica... Não será nada disso!

     Será o martírio de alma de viver não‑anestesiado num mundo anestesiado. Incompreendidos por todo o mundo. Cercados por uma atonia geral. Que visará o nosso abafamento, da seguinte maneira: se nós falarmos, nos esmagam. Mas se, para durarmos, nós não falarmos, perderemos a noção de nossa própria razão de ser, aos nossos próprios olhos.

     De tal maneira que aqueles de nós que falarem, serão martirizados. Aqueles que não falarem, envelhecerão na inexpressão, sem compreenderem para o quê vivem. Porque vivem num cemitério de almas, vivem a vida dos mortos.

     E a Igreja, numa indefinição tal, que nós não saberemos mais onde estará Ela. Nós acreditaremos que Ela existe, porque Nosso Senhor declarou que Ela não deixará de existir. Será o caos completo!"

(RR - 21.01.1989)

 

 

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